segunda-feira, 18 de dezembro de 2017
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Coletivo Repórter de Rua valoriza jornalismo e vence edital de Direitos Humanos

Rafael Duarte Fotos: Jean Lopes (capa) e José Bezerra (interna)
05 de dezembro de 2017 + Notícias
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O coletivo de jornalismo independente Repórter de Rua, coordenado pelo jornalista e professor do curso de Comunicação da UERN Esdras Marchezan, foi selecionado pela Conectas Direitos Humanos para participar da 3ª Feira de Ideias, evento promovido anualmente em comemoração ao Dia Internacional de Direitos Humanos. A Conectas Direitos Humanos é uma organização não governamental internacional, sem fins lucrativos, fundada em setembro de 2001, em São Paulo.

A edição deste ano ocorre dia 11 de dezembro, em São Paulo, e contará com 23 trabalhos realizados por estudantes, pesquisadores, ativistas e jornalistas, além de coletivos e organizações da sociedade civil. Ao todo, 69 propostas foram inscritas. Cada vencedor sediado fora de São Paulo receberá R$ 1 mil de bolsa para custear transporte e hospedagem. O coletivo Repórter de Rua foi o único projeto selecionado do Rio Grande do Norte pela Conecta. Além de Marchezan, o jornalista José Paiva Rebouças e o fotógrafo José Bezerra integram o coletivo atualmente.

A curadoria da feira avaliou os projetos de acordo com relevância do tema para os direitos humanos; objetividade, clareza e criatividade na apresentação da proposta; diversidade e adequação da proposta apresentada ao contexto atual.

Esdras Marchezan vai apresentar duas das quatro reportagens realizadas em multimídia pelo Coletivo. Bravos (2015) e Filhos do Fogo (2016) abordam as condições de trabalho no interior do Rio Grande do Norte. Em Bravos, o repórter Esdras Marchezan e o fotógrafo Jean Lopes contam a história de superação dos trabalhadores que atuam na extração da palha e da cera da Carnaúba, no vale do Açu, no Rio Grande do Norte. Já em Filhos do Fogo, José de Paiva Rebouças, Esdras Marchezan e o repórter José Bezerra narram o cotidiano dos trabalhadores nas caieiras da região de Equador, na divisa entre o Rio Grande do Norte e a Paraíba. As reportagens foram premiadas por entidades importantes, como o Ministério Público do Trabalho, Tribunal Regional do Trabalho e Prêmio Petrobras de Jornalismo.

 

Em Filhos do Fogo, coletivo Repórter de Rua narra o cotidiano dos trabalhadores em caieiras no interior potiguar

 

Marchezan esperar estreitar contatos e buscar orientações no Conectas sobre novas possibilidades de financiamento para a manutenção do coletivo Repórter de Rua.

– É uma feira interessante de projetos envolvem iniciativas independentes. Estou indo com a expectativa de apresentar o Repórter de Rua para outros públicos, tentar estabelecer parcerias com outros colegas e, via Conectas, ver a possibilidade e orientação sobre a questão de financiamento, de apoio à sustentabilidade do projeto.

O Repórter de Rua foi criado em 2013 por iniciativa de professores e estudantes do curso de Comunicação da Universidade Estadual do Rio Grande do Norte (UERN). O jornalista ainda estuda alternativas de retomar a produção de reportagens, realizando parcerias ou oficializá-lo como projeto de extensão da Universidade.

– O Repórter de Rua nasceu em 2013 e foi uma iniciativa com o objetivo de tentar manter viva a reportagem de rua no jornalismo. E com uma característica peculiar: usando narrativas para o web jornalismo, trabalhamos com a reportagem multimídia. Cada projeto tinha colaboradores, tanto profissionais e estudantes do curso de comunicação. Hoje estamos eu, o José Paiva e o José Bezerra. E temos buscando profissionalizar o projeto, ver como conseguimos colaboradores, parcerias… já queremos trabalhar em parceria com a agência Saiba Mais, e fortalecer o viés acadêmico do projeto, seja através do projeto de extensão da universidade ou com a universidade como parceira. Estamos avaliando tudo isso ainda.

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Sobre o Autor

Jornalista e autor da biografia “O homem da Feiticeira: A história de Carlos Alexandre”