quinta-feira, 18 de Janeiro de 2018
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Plano Robinson: O que dizem os servidores?

João Victor Leal Fotos: Fabiana Bargdonas
12 de Janeiro de 2018 + Notícias, DEMOCRACIA
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A retirada de direitos dos servidores e a venda de patrimônio público são foco das 18 medidas de ajuste fiscal apresentadas pelo governo sob o nome RN Urgente.  Os servidores públicos, já penalizados com congelamentos e atraso de salários, agora poderão enfrentar uma redução nos seus ganhos, caso a proposta de reajuste na alíquota previdenciária de 11% para 14% seja aprovada pela Assembleia Legislativa. Ontem, 11, centenas de servidores fecharam as entradas da casa legislativa e, graças ao protesto, o início da  votação das medidas foi adiada para a terça-feira, 16.

O plano ainda prevê demissões e a venda de empresas públicas como a Potigás, que hoje opera com recursos próprios e gerando dividendos para o estado. A  Agência Saiba Mais foi ouvir os servidores públicos, principais afetados pelo plano,  e saber o que eles pensam sobre o ajuste fiscal proposto por Robinson Faria.

Foto: Fabiana Bagdonas

Rivânia Moura, Presidente da Aduern – Associação dos Docentes da UERN

O pacote que o governo encaminhou é mais cruel do que o que vinha sendo discutido. É mais cruel porque Robinson incluiu no mesmo pacote, para ser votado em caráter de urgência,  extinção de órgãos, venda de patrimônio público e retirada do direito dos servidores. Ele desmonta o estado que a gente tá hoje, isso tem prejuízo não só para os servidores públicos, mas para a população do estado todo. O servidor está pagando por uma crise que não foi gerada por ele.

 

 

Foto: Fabiana Bagdonas

Santino Arruda, coordenador geral do SINAI-RN, Sindicato dos Servidores Públicos da Administração Indireta do RN

O SINAI considera prejudicial aos trabalhadores e ao próprio serviço público, por exemplo, a taxação e o aumento da alíquota para a previdência. A gente sabe que esse aumento só vai penalizar o trabalhador que está com o salário congelado e vai ter o salário reduzido. Esse pacote desmonta o serviço público, e tem por objetivo encobrir  a incompetência do governo Robinson com a gestão do serviço público.
 

 

Foto: Fabiana Bagdonas

Janeayre Souto – Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público da Administração Direta do Estado do Rio Grande do Norte (SINSP/RN)

Esse pacote é desastroso, lastimável.  Nós lamentamos o fato do governador do Rio Grande do Norte, Robinson Faria, do PSD,  e seu vice, Fábio Dantas, que é do PCdoB, enviarem um pacote de maldades para Assembleia. Um pacote que eleva a alíquota previdenciária de servidores que estão faz 24 meses com  atraso de salários.  E o governo ainda quer demitir servidores, quer retirar o quinquênio e entregar o patrimônio do estado para a iniciativa privada.

 

Foto: Fabiana Bagdonas

José Augusto Rezende – Representante do grupo de servidores da Potigás

Mais uma vez é a tentativa de jogar nas costas dos menos favorecidos todos esses problemas da crise que o estado enfrenta. Especificamente o caso da Potigás, essa é uma empresa que é lucrativa, superavitária, e paga dividendos ao estado no final do ano. Como a venda dessa empresa pode contribuir para o estado? Do ponto de vista ético, do ponto de vista da análise socioeconômica e de geração de emprego e renda nada justifica essa venda, só nos resta pensar quais os outros interesses estariam por trás dessa venda.

 

Foto: Sindsaúde

Simone Dutra – Vice coordenadora geral do SINDSAÚDE

Esse pacote é uma tragédia para os serviços públicos, pois isso é um desmonte. Nós entendemos que é crucial que os servidores unifiquem a luta para gente derrotar esse governo e esses poderes podres do estado que se beneficiam de luxos, enquanto nós trabalhadores estamos com salários atrasados, e agora estamos com risco de perder direitos duramente conquistados. A receita do Robinson é a mesma do Temer: ajuste fiscal e desmonte do serviço público.

 

 

 

Vilma Batista – Presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários do RN 

Os agentes penitenciários estão na mesma situação de todos os servidores do estado, além de desmotivados, agora estamos ameaçados de perder nossos direitos diante do desmonte do serviço público. Iremos juntos com as demais categorias resistir e impedir esse pacote de maldades.

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Sobre o Autor

Jornalista e militante de direitos humanos