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Prefeitura de Natal ocupa Câmara com apoiadores durante votação do plano diretor, diz oposição

Integrantes dos movimentos sociais denunciaram que o último dia de votação do plano diretor de Natal, esta quinta-feira (23), foi marcado pela tentativa de afastar o povo da Câmara Municipal. A Prefeitura teria convocado servidores comissionados a ocuparem a galeria, tirando espaço daqueles que protestavam pelo direito à cidade.

Há relatos sobre os apoiadores do prefeito Álvaro Dias (PSDB) terem recebido pulseiras de cor diferente daquelas entregues à população e que davam até mesmo direito a um brinde natalino.

Em vídeo que circula nas redes sociais, já na rua, um grupo de manifestantes discute com mulheres bolsonaristas que tumultuavam a sessão. Uma delas veste camisa com o rosto do presidente enquanto outra segura uma bandeira do Brasil.

A vereadora Divanede Basílio (PT) publicou vídeo em que comenta sobre a intenção da base de Álvaro: “Hoje eles estão lotando só com o interesse de desmoralizar a gente. Só para desqualificar os lutadores que vieram ontem e hoje encheram a galeria”.

Guarda Municipal e Polícia Militar foram convocadas. O coordenador nacional do MLB, Marcos Antônio denunciou que as forças de segurança estavam presentes para intimidar os movimentos.

“A gente queria ter o direito de acompanhar a votação final do plano diretor que a gente sempre disse que não servia pra nossa cidade. Onze viaturas totalizam 33 homens preparados para o combate. E não tem 30 pessoas, cujo único objetivo é acompanhar a votação”, disse.

Por 25 votos a favor e apenas 4 contra, a maioria dos 29 vereadores da Câmara Municipal de Natal concluiu a votação final e aprovou as modificações ao Plano Diretor de Natal.

O texto final permite a construção de prédios com até 140 metros de altura na região do Parque das Dunas, enquanto o Plano de 2007 permitia edificações com até 6 metros. Também inclui construções na Via Costeira de edificações multifamiliares e aumento do gabarito de construção (altura dos prédios) na Praia do Meio, que passa dos atuais 4 andares (12 metros) para 21 metros na 1ª quadra, 27 metros na 2ª quadra e até 60 metros na 3ª, com a exceção das Áreas de Interesse Social (AEIS).

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Isabela Santos é jornalista e repórter da agência Saiba Mais