DEMOCRACIA

PSOL define pré-candidatura ao Senado dia 15; 4 nomes disputam o posto

Os nomes que irão compor a chapa majoritária do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) nas eleições de 2022 no Rio Grande do Norte serão definidos neste domingo (15). Em Conferência virtual, a direção estadual e os comitês municipais do partido irão escolher seus pré-candidatos ao Senado e a vice-governador. Em fevereiro, o PSOL já havia aprovado candidatura própria ao Governo do Estado, referendado o nome do presidente estadual da sigla, Danniel Morais.

“Vamos fechar nossa nominata majoritária preservando sempre o aspecto democrático que faz parte do programa do PSOL”, afirmou Daniel Morais. Hoje, segundo o dirigente, disputam a vaga de pré-candidato ao Senado pelo partido o vereador de Natal, o professor Robério Paulino, o sindicalista Santino Arruda e os servidores públicos Gláucio Tavares e Freitas Júnior. “Todos eles serão submetidos a esse espaço de Conferência e o PSOL tem o compromisso com o Rio Grande do Norte e com os eu programa de buscar oferecer o que o partido tem de melhor para o Estado”, avaliou Morais.

Segundo o presidente estadual do PSOL e pré-candidato ao governo estadual, “o nome que venha a sair como pré-candidato ao Senado é consequência de toda uma construção que o PSOL vai buscar fazer em disputar aqui no RN politicamente”.

Para o vereador Robério Paulino, o primeiro a fazer a colocar publicamente seu nome à disposição do PSOL para disputar a vaga ao Senado, “o momento pede um nome para ocupar o espaço aberto à esquerda, já que o campo da esquerda dificilmente vai votar em Carlos Eduardo, rejeita essa aliança da governadora Fátima Bezerra com o representante das oligarquias. Se abriu um certo vácuo nesse momento e nós achamos que o PSOL poderia ter ocupado já esse vácuo se já tivesse definido o nome”.

Robério, que na última pesquisa eleitoral elaborada pela Seta/Band aparece em terceiro lugar, com 3,8% das intenções de voto, afirma que o lançamento do seu nome é fruto de “uma decisão coletiva de alguns grupos políticos, e não é uma decisão pessoal”. Ele apresenta  “propostas ousada para o Estado, como erradicação do analfabetismo e uma revolução na qualidade da educação, uma melhoria significativa na saúde, com investimento em saúde preventiva centralmente, uma grande campanha profilática em termos de saúde, de orientação alimentar e cuidados médicos, a necessidade de um processo de industrialização no estado, produzindo tudo aquilo que podemos produzir, além disso um processo de reflorestamento massivo no nosso sertão, com o plantio de 1 milhão de árvores”.

Logo depois, o ex-candidato a prefeito de Natal em 2016 e ao Governo do Estado em 2018, ambas pela Rede Sustentabilidade, que se filiou recentemente ao PSOL, também fez o lançamento público da intenção em ser pré-candidato a senador da República.

“O Brasil vive uma profunda crise econômica, com desemprego, aumento da carestia, destruição da política ambiental e ataque às instituições. Nesse contexto é que nosso nome está posto como alternativa às pré-candidaturas que representam as oligarquias e são inimigas da classe trabalhadora. No Congresso Nacional travaremos a luta pela revogação da reforma trabalhista e da reforma da previdência e também, do teto de gastos e as maldades do governo Bolsonaro”, ressaltou Freitas Júnior.

Freitas disse estar “disposto a contribuir para a construção e ampliação do partido e uma agenda social”.

Quem também disputa o espaço é o servidor público Gláucio Tavares. Militante do PSOL desde setembro de 2017, foi candidato a deputado federal em 2018 e a prefeito do município de Ceará-Mirim em campanha suplementar realizada no ano de 2019.

Apesar de ser o primeiro a manifestar o desejo internamente de disputar a vaga ao Senado, Gláucio foi o último a lançar publicamente o nome. “Nossa discussão sobre a pré-candidatura ao Senado Federal estava no âmbito interno do PSOL”.

Para Gláucio o PSOL precisa de oxigenação e renovação, e seu nome, pela sua atuação e identificação com o programa do Partido, tem essa dimensão de representação. “Um querer coletivo expressivo dará legitimidade democrática à apresentação dessa pré-candidatura que quer abordar pontos sensíveis no debate eleitoral em face dos outros postulantes ao cargo de senador, notadamente Carlos Eduardo, um bolsonarista arrependido, e Rogério Marinho, que o intitulo de coveiro dos direitos dos trabalhadores e aposentados”.

Segundo Gláucio, na campanha ao Senado, “é imprescindível esclarecer o enorme prejuízo que os trabalhadores e o povo em geral tiveram com a Emenda Constitucional 95 do Teto dos Gastos Públicos, da Reforma Trabalhista, da Reforma da Previdência, a qual elaborei uma série de vídeos tratando do tema, o que me levou inclusive a ser palestrante em algumas ocasiões, entre outros assuntos de importância para o futuro do Brasil”.

O líder sindical Santino Arruda, presidente do Sindicato dos Trabalhadores Públicos da Administração Indireta (Sinai/RN) e dirigente da Intersindical, também tem seu nome colocado nas instâncias internas do PSOL para ocupar a vaga. No entanto, Arruda não apresentou publicamente seu nome e hoje busca construir, em conjunto com o mandato do vereador Robério Paulino, uma alternativa para o Senado dentro do PSOL.

A Conferência virtual do PSOL acontece neste domingo (15) e deve reunir a direção estadual e os comitês municipais do Partido.

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