DEMOCRACIA

Sem medo de ser feliz: Choro de Lula em Natal foi inspiração para regravação de jingle da campanha de 1989 relançado neste sábado (7)

Uma das surpresas no lançamento da pré-candidatura de Lula à presidência da República neste sábado (7) foi revelada pela esposa do ex-presidente, a socióloga Rosângela da Silva, a Janja, e tem uma relação sentimental com Natal (RN). Antes do discurso de Lula, Janja anunciou um vídeo em que vários artistas brasileiros aparecem cantando uma versão atualizada do histórico jingle utilizado na campanha de 1989, primeira eleição direta do Brasil após a ditadura militar. Naquela ocasião, Lula chegou ao 2º turno, mas perdeu para Fernando Collor.

O hit “Sem medo de ser feliz” é de autoria do potiguar Hilton Acioli, hoje com 83 anos.

Na última visita de Lula a Natal, em agosto de 2021, o ex-presidente participou de um evento com lideranças de movimentos sociais e se emocionou ao reencontrar o compositor da canção, interpretada naquela noite pela cantora Cida Lobo. Lula não conseguiu segurar as lágrimas e fez um discurso que também levou o público a se emocionar com as lembranças:

– Eu disputei eleições em 94, 98, 2002, já ganhei eleição, mas acredito que nunca mais alguém consiga fazer uma música que fale o sentimento e a linguagem do povo naquele momento. Era a primeira eleição para presidente. E essa música permitiu que a gente fizesse a campanha mais emocionante da história desse país. Essa música mexia com o coração e mexia com a mente do povo brasileiro, já fazem quase 35 anos e eu continuo me emocionando com ela da mesma forma que eu me emocionava em 1989. Eu já fui candidato muitas vezes, mas ela sempre era melhor que a música que estava tocando na campanha (daquele ano)”

Ex-presidente Lula, chorando, ao lado de Acioly

Durante o evento de pré-candidatura de Lula e Geraldo Alckmin à presidência da República, Janja relembrou a emoção de Lula em Natal e disse que, aquela versão do jingle, pensada com o fotógrafo oficial do ex-presidente, Ricardo Stucker, é um presente de casamento dividido com o público:

– Amor, eu vim aqui hoje pra te dar um presente. Eu e aquele seu menino de ouro ali, o Ricardo Stuckert. Ano passado, quando a gente teve lá no Rio Grande do Norte, você se emocionou muito com o jingle de 89, e aquilo me tocou muito porque você sempre fala assim: “eu nunca vou conseguir ter uma campanha como aquela de 89 foi”. E eu fiquei com aquilo na cabeça, e conversando com o Stucker, eu falei: a gente tem tudo para em 2022 ter essa emoção porque o que está no nosso coração é esperança, esperança de um Brasil melhor de que a gente possa juntos construir esse Brasil”, afirmou.

 

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Jornalista e autor da biografia "O homem da Feiticeira: A história de Carlos Alexandre"