TRANSPARÊNCIA

Inframérica isenta Governo do RN pela decisão de devolver aeroporto para a União

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O vice-presidente do consórcio Inframérica Jean Dedjeian isentou o governo do Estado e a prefeitura de São Gonçalo do Amarante pela decisão do grupo de devolver para a União a exploração do aeroporto internacional governador Aluísio Alves.

Em reunião realizada na manhã desta quinta-feira (5) na governadoria, ele explicou que o grupo vem tendo prejuízos por questões contratuais e que as projeções de embarque e desembarque feitos no período de concessão, em 2011, não se consolidaram.

A decisão da Inframérica foi divulgada nesta quinta-feira (5) pelo jornal Valor Econômico. O grupo Inframérica venceu a licitação em 2011 e ganhou um prazo de 28 anos para explorar a concessão.

Logo após a reunião, o Governo do Estado divulgou uma nota lamentando a decisão unilateral do grupo argentino em quebrar o acordo de concessão com a União. Embora se trate de uma demanda federal, membros do Executivo estadual se reunirão na próxima semana com o Ministério da Infraestrutura e a Agência Nacional de Aviação para tratar do assunto.

– A governadora lembra que por parte do Governo do Estado foram tomadas medidas de incentivo à atividade turística e econômica como o novo Programa de Estímulo ao Desenvolvimento Industrial (Proedi), a nova política de redução do ICMS de querosene de aviação, a iluminação do acesso ao aeroporto, atração de novos voos nacionais e internacionais – medidas que projetam um aumento de 15% no número de voos para o Rio Grande do Norte em 2020”, diz o comunicado.

Sem mudanças

O prefeito de São Gonçalo do Amarante Paulo Emídio tranquilizou a população e afirmou que, em princípio, nada mudará. Uma nova licitação deverá ser realizada em até dois anos e, somente quando o novo grupo assumir o aeroporto é que a Inframérica sairá definitivamente.

– Não muda nada de como está agora. Não haverá qualquer mudança no funcionamento do aeroporto. Continuará, inclusive, com os investimentos na sua melhoria e na expansão de vôos. As normas das concessões garantem isso. A relicitação, se e quando acontecer (daqui a um ou dois anos), resultará na possível troca de comando do aeroporto por outra empresa do mesmo ramo, talvez com melhores condições de investir mais na expansão das suas atividades”, afirmou.

 

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Rafael Duarte
Jornalista e autor da biografia "O homem da Feiticeira: A história de Carlos Alexandre"

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