OPINIÃO

A defesa da UERN não pode ser só da boca pra fora!

Não vou falar sobre a importância da educação porque isso é chover no molhado, pois todo mundo sabe que sem investimento e sem priorizar a educação, nenhum estado ou nação consegue se desenvolver economicamente.

Quero falar especificamente da UERN, criada em 1968 e estadualizada em 1987 pelo então Governador do Estado, Radir Pereira (PDS). De lá para cá, a UERN está chegando aos 51 anos de vida, tendo passado por dez governadores de diferentes matizes ideológicas e segue firme. Vira e mexe um ou outro desses ditos governantes falam que a universidade tem que acabar, que não é obrigação do estado ou ainda que é um gasto desnecessário, como se educação não fosse o maior investimento que um estado deve fazer.

Hoje a Universidade do Estado do Rio Grande do Norte está presente diretamente em seis municípios do estado (Natal, Mossoró, Assu, Patu, Pau dos Ferros e Caicó), mas possui uma capilaridade muito maior porque atende a estudantes de todas as regiões do RN e ainda de estados vizinhos como Paraíba e Ceará. A UERN oferece 67 cursos de graduação, 26 cursos de mestrado e doutorado, atendendo a todas as grandes áreas do conhecimento. São mais de 600 projetos-programas/ações de ensino, pesquisa e extensão universitária e ainda oferta mais de 400 cursos formativos (especializações, MBA, técnicos, operacionais e culturais). Por esse parâmetro, é possível mensurar a importância da nossa UERN e o porque ela é estratégica para o desenvolvimento do RN, inclusive, desde a campanha eleitoral a governadora Fátima Bezerra tem reconhecido sua importância e se comprometido em mantê-la funcionando, mas não basta falar, tem que fazer, tem que agir como tal.

Se não bastasse, nossa UERN se consolidou como a principal instituição pública de ensino superior no quesito formação de professores para atuação na educação básica nos municípios potiguares, tanto que mais de 90% destes profissionais foram e são egressos da UERN, inclusive em muitos municípios a instituição é responsável pela formação de 100% dos professores que atuam nas escolas municipais, estaduais e da rede privada.

Diante de toda essa importância, não podemos aceitar que cortes semelhantes ao do governo federal ocorram em nosso estado, de modo a comprometer contratos importantes como o de segurança por exemplo, inclusive esse é um dos motivos que pode levar a UERN a paralisar suas atividades no governo Fátima, mesmo porque o valor destinado ao custeio básico representa apenas 0,18% do orçamento do Estado e nem assim o governo vem atendendo, ao contrário, tem reduzido em 300 mil reais todos os meses, sem falar que para a rubrica de investimento não há valor previsto para este ano, ou seja, a previsão é ZERO INVESTIMENTO em 2019.

A UERN é nossa, é um patrimônio do povo potiguar, ela não pertence a governo nenhum, por isso temos que reagir com vigor a esse ataque do governo Fátima, já basta o que Bolsonaro tem feito com as universidades federais. Considerando que a UERN é estratégica para o crescimento e o desenvolvimento do nosso estado, exigimos do governo Fátima que reponha imediatamente o orçamento da UERN. Se não correrá o risco de seus antecessores que faziam defesa da UERN só da boca pra fora.

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