OPINIÃO

A escória da Lava Jato

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As revelações trazidas à tona pelo portal UOL, em parceria com o site Intercept Brasil, sobre as ironias de procuradores federais diante das mortes da esposa, do neto e do irmão do ex-presidente Lula escancaram muito mais que o ódio por trás da perseguição à liderança petista.

A força-tarefa da Lava Jato, incluindo os juízes federais de Curitiba – Sérgio Moro e Carolina Lebbos – romperam os limites que separam a humanidade da barbárie.

Não foi à toa, e agora faz ainda mais sentido, que o ex-procurador Fernando Lima dos Santos tenha confessado esta semana que o candidato à presidência da República da força-tarefa era quem hoje humilha mulheres, jornalistas, indígenas e lideranças de outras nações num baixo nível tão profundo quanto a mediocridade de um governo que em oito meses conseguiu destruir a imagem internacional do Brasil.

Morte é dor, sofrimento da alma. A comemoração ou a chacota da Lava Jato sobre a morte da família de Lula revelam muito mais sobre quem comete atrocidades desse nível do que os que sofrem com ato tão desumano.

A força-tarefa hoje é a escória da Lava Jato, operação que poderia ter ajudado o país a superar traumas provocados pela corrupção, mas que desde o primeiro momento preferiu apenas criminalizar a política – e os políticos – como se grandes empresários, banqueiros e financiadores de palestras e campanhas não tivessem absolutamente nenhum interesse nos dutos de dinheiro que correm pelo Estado.

A Lava Jato, que nasceu, segundo os procuradores, pra tirar a corrupção entranhada debaixo do tapete brasileiro criou um lixo muito mais intragável.

O lixo humano e tóxico.

Aliás, um retrato do que se transformou o Brasil.

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Rafael Duarte
Jornalista e autor da biografia "O homem da Feiticeira: A história de Carlos Alexandre"

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