OPINIÃO

A farra dos tratores: a falcatrua rola solta no país do mandrião

       “Bichos, saiam dos lixos

Baratas me deixem ver suas patas

Ratos entrem nos sapatos

Do cidadão civilizado.” (Titãs, 1986)

 

A falcatrua rola solta no governo do Mandrião. A roubalheira é feita na cara dos brasileiros, com os ladrões rindo e sapateando como numa roda de música.

Nos últimos três meses, quando a média de mortes devido a COVID-19 passou de 3 mil pessoas, o governo liberou mais de R$ 3 bilhões em emendas parlamentares para os que votaram em Arthur Lira (PP-AL), para a presidência da Câmara de Deputados e Rodrigo Pacheco (DEM-MG), para a presidência do Senado.

É o balcão de negócios mais escrachado da história republicana desse país e foi feito sem muito cuidado, típico dos punguistas e batedores de carteira, transformados em dirigentes estatais e que, alçados ao poder, tratam o aparelho de Estado como uma mesa de jogo do bicho.

As tais “emendas fantasmas”, favoreceram a compra de tratores por preços até 259% acima dos valores fixados pelo governo, provavelmente esses tratores estavam banhados em ouro, sendo que os nobres deputados e senadores, esmagadoramente apoiadores do Mandrião, diziam onde queriam que a dinheirama fosse aplicada, muitos deles sem quaisquer conexões com sua “base eleitoral”. Lembrando que, pela legislação, são os ministros que deveriam definir onde aplicar os recursos.

Cabe, à cada representante do querido povo brasileiro, de acordo com a lei orçamentária em vigor, o montante de R$ 8 milhões, mas o senador acreano, Davi Alcolumbre, ex-presidente do Senado e apoiador do Mandrião, teve “direito” a R$ 277 milhões e, aquinhoados com os “favores orçamentários”.

No caso do deputado Lúcio Mosquini (MDB-RO), o governo aceitou pagar R$ 359 mil num trator que, pelas regras normais, somente liberaria R$ 100 mil dos cofres públicos. Os deputados do Solidariedade, Ottaci Nascimento (RR) e Bosco Saraiva (AM) direcionaram R$ 4 milhões para Padre Bernardo (GO), cidade a cerca de DOIS MIL QUILÔMETROS de seus redutos eleitorais, para máquinas agrícolas. Se a tabela do governo fosse considerada, a compra sairia por R$ 2,8 milhões.

É um escândalo ultrajante, pois o governo vem estrangulando vários setores, entre eles a saúde e educação, que tiveram seus recursos orçamentários diminuídos em 2020 e 2021, em plena pandemia.

O governo do Mandrião realmente veio para “acabar com isso daí”. Comete toda sorte de crimes diariamente e é só escolher qual deles, para se enquadrar em crime de responsabilidade, crime contra o erário público, crime contra os direitos humanos, genocídio, falta de decoro, atos indecorosos, demonstração de ignorância e estupidez e crimes contra a inteligência.

É de se perguntar por que este cidadão não está enfiando numa cela, junto com sua prole e seus asseclas, mas a resposta é bem simples: ele representa uma boa parcela da população que aceita a gangue destruir o país em nome de uma profissão de fé, que nada tem a ver com civilização.

A sandice ideológica, baseada em mentiras e surtos coléricos, permitiu que uma pessoa desqualificada, expulsa do Exército por planejar atos terroristas e que durante sua medíocre vida política; defendeu a guerra civil e a morte de 30 mil brasileiros, inclusive a de um presidente da República, fosse eleito em cima da mentira e da calhordice.

O governo mais putrefato da história independente desse país empurra o país para um abismo e os que resistem tentam impedir a morte de um país.

Será que conseguirão evitar a hecatombe?

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