CIDADANIA, DEMOCRACIA

Mulheres de todo o país se reúnem em live para discutir a legalização do aborto

Esta segunda (28) é o Dia Latino-Americano e Caribenho pela Descriminalização e Legalização do Aborto. Para marcar a data, mulheres do país inteiro vão discutir o tema durante uma transmissão ao vivo pelo Facebook. Na América Latina, o aborto é permitido em Cuba, Uruguai, Guiana, Guiana Francesa e Porto Rico. No México, o aborto também é permitido na capital, a Cidade do México. Já no Brasil, o aborto é autorizado somente em casos de estupro e quando a gestação coloca em risco a vida da mulher, apesar da Organização Mundial da Saúde reconhecer o aborto como um serviço de saúde essencial desde 2012.

Nesse debate no Brasil, é importante lembrar que o direito ao aborto é um dos direitos sexuais e reprodutivos como o direito de fazer planejamento familiar, ter acesso ao preventivo, ao pré-natal, aos métodos contraceptivos e de ter um parto humanizado. Nós feministas não inventamos a legalização do aborto. Ele é um direito sexual e reprodutivo construído pelos marcos constitucionais do pais. O estado brasileiro que criminaliza as mulheres pobres, negras e periféricas é hipócrita e racista. As mulheres que pagam pelo aborto ilegal não morrem e nem são presas.  Outro ponto importante a considerar é que a cada dez pessoas no Brasil, sete usam o SUS e isso quer dizer que o estado tem um papel importante na defesa e garantia da vida das mulheres e meninas vítimas de violência em sua maioria pobres e negras que acessam esse serviço público”, critica a arquiteta e urbanista, Cláudia Gazola, que também é integrante do Coletivo Autônomo Feminista Leila Diniz e da Articulação de Mulheres Brasileiras-AMB.

A discussão em torno do aborto acontece no momento em que se descobre que a Ministra da Mulher, da Família e Direitos Humanos, Damares Alves, tentou impedir o aborto legal de uma menina de dez anos de idade, estuprada pelo tio no Espírito Santo. Damares enviou representantes do partido e aliados políticos para pressionar os responsáveis por conduzir o procedimento. Apesar de morar no Espírito Santo, a cirurgia foi realizada no Recife.

“Eu vejo como um ataque ao estado democrático de direito. É uma violência institucional, é racismo, é uma total violação de direitos conquistados, onde um pensamento conservador, fundamentalista trata a vida das mulheres com desprezo. São forças de ultra direita no poder que sustentam, por ação ou omissão, um pacto reacionário para destruir os serviços de aborto legal no Brasil”, denuncia Cláudia Gazola.

O assunto será discutido na tarde desta segunda (28) por mulheres de todo o país durante a live da frente Nacional contra a criminalização das mulheres e pela legalização do aborto. O encontro faz parte do Dia Latino-Americano pela Descriminalização e Legalização do Aborto.

link para a live: https://m.facebook.com/FrenteNacionalPelaLegalizacaoDoAborto/photos/pb.478590202218654.-2207520000../3482678808476430/?type=3&_rdc=1&_rdr

 

No RN, a Frente Potiguar pela Legalização do Aborto é formada por:
Coletivo Arretadas
Coletivo Ana Montenegro
Coletivo Autônomo Feminista Leila Diniz/ AMB
Setorial de Mulheres do Psol
Setorial de Mulheres do PT
Movimento Mulheres em Luta- MML
Quilombo Raça e Classe

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