OPINIÃO

A política econômica do LSD: o Guedismo fanático e ignorante

A dietilamida do ácido lisérgico, em alemão Lysergsäurediethylamid, cuja sigla é LSD, é um poderosíssimo alucinógeno que causa ilusões, alucinações, delírios místicos, paranoia, alteração da noção temporal e espacial, confusão, pensamento desordenado, desvario causado por uma “viagem ruim” (bad trip) e, olhando os comentários do ministro da Economia, Paulo Guedes sobre o catastrófico PIB, é assombrosa a aproximação do devaneio “guedista” com os efeitos da descoberta do suíço Albert Hofmann.

Guedes lança a bizarrice de uma “recuperação em V”, que é, em economês, uma rápida recuperação da economia, depois de uma rápida queda, e cacareja essa sua “tese” para se manter no poder, já que o presidente, como se diz aqui nas paragens, “não sabe fazer um ‘o’ com uma quenga” e ele, Guedes, tem o total apoio dos operadores financeiros e da poderosa Globo.

Enquanto a população mais pobre teve seu “sonho de verão”, a ajuda emergencial de R$ 600, reduzida à metade, que terá impacto no PIB, Guedes acha que a queda de 9,7% do PIB no segundo trimestre de 2020, em relação ao primeiro trimestre desse ano, é um “ruído”. Para a equipe econômica há claros sinais de recuperação na economia e o cenário será revertido com a retomada da economia.

No ano, o PIB já recuou 5,9% em relação ao mesmo período de 2019, que já era ruim. Os especialistas do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV), usando como base os indicadores do IBGE e do Ipea, esperam queda de 5,4% do PIB neste ano.

O guedismo ignora que os dois principais pilares do PIB, o setor de Serviços e a Indústria, despencaram, no período, 12,3% e 9,7%, respectivamente, e os investimentos recuaram 15,4%. Ora, qualquer leitor de economia sabe que essas quedas deterioram as condições estruturais da economia brasileira, que anda capengando como um bêbado e que as “ações” do governo só afundam o país.

Ressalte-se que o CONSUMO DAS FAMÍLIAS, utilizado como alavanca de crescimento da economia nos governos Lula e Dilma, e como elemento fundamental da distribuição de renda, despencou 12,5%, mesmo com o auxílio emergencial e o CONSUMO DO GOVERNO recuou 8,5%, muito em função do encolhimento dos gastos em educação e saúde pública.

Os defensores de Bolsonaro, boa parte deles ignorante e tomado por um “LSD fundamentalista”, afirmam e a reafirmam que o governo está no caminho certo e o mantra “é culpa da esquerda” é o que sustenta o delírio dessa gente. E quando os economistas apontam que o início da recuperação (sic) da economia será somente a partir de 2022, esses seres agourentos dizem que “devemos esperar”, desconsiderando os QUARENTA MILHÕES de trabalhadores em estado de calamidade social.

Só lembrando: nesse mesmo período a China CRESCEU 11%.

Sem mais.

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