CIDADANIA

Ação da cannabis no combate ao Coronavírus é um dos temas da edição digital do Fórum Delta9

O Fórum Delta9, organização que debate o uso da cannabis medicinal e realiza eventos anualmente, terá uma edição digital. Em razão da pandemia provocada pelo novo Coronavírus, a série de palestras presenciais não pode acontecer para evitar aglomerações.

A 5º edição do fórum Delta9 traz debates sobre saúde humana e animal, bioeconomia e política, ultrapassando a barreira do isolamento social e reunindo milhares de espectadores para debates ligados à agronomia, atual política de drogas, ciência e nutrição, além de empreendedorismo e direito, de maneira transdisciplinar.

A organização do evento prevê a participação de 5 mil pessoas por dia e, de acordo com Felipe Farias, integrante e coordenador do Fórum, o evento online proporciona um espaço de aprendizagem sobre o tema considerado tabu na sociedade.

“Nós tínhamos nos programado para realizar o evento em maio, mas nesse momento isso não é viável. Por isso pensamos em proporcionar a experiência desses debates de forma gratuita e online, para que as pessoas que estão passando mais tempo em casa, possam tirar suas dúvidas para quebrar esses tabus e entender os benefícios da cannabis em diversos aspectos, tanto medicinais, quanto econômicos e sociais”, conta.

Com o slogan “Não espere precisar para apoiar”, o fórum ressalta a importância do apoio de toda sociedade para descriminalização da cannabis, trazendo informações sobre os inúmeros benefícios da planta, quebrando a barreira do preconceito e tabus em torno do tema. Nas quatros edições anteriores, o Delta9 reuniu importantes nomes de diversos segmentos para debater a cannabis com muita informação, pesquisas e dados atualizados.

“A cada ano que passa tem aumentado a receptividade das pessoas quanto aos benefícios da planta, principalmente quando elas veem notícias de pessoas com doenças, como parkinson, que fazem tratamento canábico e melhoram. Nesse momento de pandemia, inclusive, existe um estudo que pesquisa a possibilidade de ativos da cannabis protegerem pessoas do coronavírus. Todos esses benefícios poderiam ser acessíveis à população se não fosse a criminalização“, explica Felipe.

O estudo citado é da canadense Universidade de Lethbridge e diz que para ocupar uma célula hospedeira humana, o Sars-cov-2 necessita de um receptor, a enzima conversora da angiotensina 2 (ECA2), que se encontra no tecido pulmonar, na mucosa bucal e nasal, nos rins, testículos e trato digestivo. Sem essa enzima, o patógeno não tem como penetrar e, de acordo com a teoria do professor Dr. Igor Kovalchuck, canabinoides modificariam os níveis de ECA2 nesses “portais”, tornando o hospedeiro humano menos vulnerável ao vírus e  reduzindo essencialmente o risco de infecção.

Sobre esse e muitos outros estudos que se referem ao uso da cannabis, o Fórum Delta9 terá palestras em forma de lives com pesquisadores de estados como Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Norte:

“O Fórum é um momento de reflexão para entender que a cannabis não é o que foi vendido há anos, como algo que destrói vidas, ela tem um efeito precioso para várias pessoas que sofrem e muitas não tem acesso, queremos fazer o público pensar “será que proibir foi realmente uma boa opção?”, afinal quer a sociedade gosta ou não é comprovado que existem muitos efeitos positivos, nosso conteúdo vai servir para mostrar isso”, finaliza.

Cannabis medicinal no Brasil 

No final de 2019, a regulamentação de itens à base de maconha foi aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Com isso, produtos feitos com cannabis para uso medicinal podem ser vendidos em farmácias, mediante prescrição médica. Por outro lado, o cultivo da planta em território brasileiro foi rejeitado.

O tipo de prescrição médica necessária depende da concentração de tetra-hidrocanabidiol (THC), principal elemento tóxico e psicotrópico da planta Cannabis sativa, ao lado do canabidiol (CBD), que é usado em terapias como analgésico ou relaxante.

A resolução da Anvisa criou uma nova classe de produto sujeito à vigilância sanitária: “produto à base de cannabis”. Isso significa que durante os três anos de validade, os produtos ainda não serão classificados como medicamentos.

A regulamentação aprovada cita que os produtos à base de cannabis ainda precisam passar por testes técnicos-científicos que assegurem sua eficácia, segurança e possíveis danos, antes de serem elevados ao patamar de medicamentos.

Serviço

V FÓRUM DELTA9 – CANNABIS, BIOECONOMIA E SAÚDE 2020 – EDIÇÃO DIGITAL

Quando: de 1 a 4 de Junho, a partir das 18h
Onde:  YouTube e Instagram

Contato: (84) 99962.6421 – Felipe Farias, coordenador de projetos
Instagram: @delta9com
E-mail: forumdelta9@gmail.com
Site: www.delta9cannabis.com
Delta9 Cannabis no Youtube

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Kamila Tuenia
Jornalista potiguar em formação pela UFRN, repórter e assessora de comunicação.

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