CIDADANIA

Acompanhantes de pacientes e servidores de hospitais estaduais do RN ficam sem alimentação

Os funcionários da empresa JMT, que presta serviço de alimentação terceirizada aos hospitais públicos do Estado do Rio Grande do Norte, avisaram que a partir desta segunda-feira (20) acompanhantes de pacientes e servidores ficarão sem alimentação, com exceção das ceias dos funcionários.

Com salários atrasados desde agosto e sem auxílio transporte, os trabalhadores da terceirizada entraram em greve há uma semana e operam com as equipes reduzidas a 30%.

Em nota, a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) informou que existe um acordo de pagamento a ser feito nesta segunda-feira (20) tanto à JMT quanto à SAFE, empresa que inclui serviços de maqueiros, higienização e limpeza. Os trabalhadores da SAFE também estão em greve, desde o dia 13.

De acordo com a o governo, isso se deve ao atraso na entrega de documentação comprobatória da execução dos serviços e trâmites processuais entre a Sesap e as empresas, necessário para o pagamento.
A Sesap ressaltou que é “imprescindível que os funcionários retornem às atividades, evitando assim um prejuízo na assistência da população”.

A greve tem o apoio do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras em Saúde do Rio Grande do Norte (Sindsaúde/RN).

“Assim como os servidores da SAFE, que também estão paralisados por falta de pagamento, os funcionários da JMT também precisam de dinheiro para se locomover e manter suas casas. É inadmissível que esses atrasos continuem a prejudicá-los de maneira tão brutal. Seguiremos acompanhando de perto a paralisação e prestando solidariedade à luta dos trabalhadores tanto da SAFE quanto da JMT.”, publicou o Sindicato, ressaltando que os mais prejudicados com essa paralisação são os trabalhadores da saúde, que assumem plantões de 12h sem direito a se alimentar.

“É desumano, também, que um acompanhante de um paciente, muitas vezes, idosos vindos do interior do estado e enfrentando forte crise financeira não tenham direito a alimentação.”, destaca o Sindsaúde/RN.

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