DEMOCRACIA

Álvaro Dias anunciou retorno das aulas presenciais em Natal baseado em parecer que ainda não existe

A Prefeitura de Natal afirmou nesta quarta-feira (29) que a decisão da retomada das atividades escolares no município, a partir de agosto, contou com parecer favorável do comitê científico municipal. Porém, até o momento, o parecer está em fase de elaboração, sem qualquer conclusão.

As secretarias municipais de Saúde, Educação Comunicação não possuem o documento com as recomendações do comitê instaurado pela prefeitura.

A agência Saiba Mais procurou um dos membros da organização científica para verificar as informações. O infectologista Fernando Suassuna Brandão declarou que o parecer do comitê, na verdade, ainda está em discussão para que possa ser publicado:

“Ainda estamos discutindo alguns detalhes para emitir o nosso parecer. Assim que concluir, enviaremos”, afirmou.

O prefeito de Natal Álvaro Dias (PSDB) anunciou, por meio da secretaria de Comunicação do Município, a volta às aulas nas redes privadas em 10 de agosto e nas públicas municipais em 14 de setembro.

De acordo com o poder executivo, a decisão foi com base nas recomendações do comitê científico municipal. Em nota, a prefeitura faz a divulgação da nova ação tomada pelo município:

“A Prefeitura decidiu autorizar a retomada da rede particular a partir do próximo dia 10 de agosto. Já no sistema público de ensino do Município, as aulas serão retomadas a partir do dia 14 de setembro. A decisão contou com o parecer favorável do Comitê Científico instituído pela Prefeitura de Natal que tem norteado as medidas tomadas pela gestão municipal, no que diz respeito ao combate e enfrentamento da pandemia da Covid-19”, afirmou a prefeitura em nota.

 

Fernando Suassuna afirmou que o comitê científico ainda discute o parecer do retorno às aulas

Justiça proíbe Álvaro Dias utilizar redes sociais para se promover

Em liminar proferida na sexta-feira (24), a Justiça proibiu o prefeito de Natal Álvaro Dias de utilizar as contas de redes sociais pessoais para divulgação dos dados e ações referente a Covid-19. A decisão foi tomada com base numa ação do Ministério Público Eleitoral, que identificou que o chefe do Executivo municipal vem usando das ferramentas para efetuar campanha publicitária eleitoral de forma irregular, atribuindo as ações da prefeitura ao seu nome.

Uma dessas campanhas realizadas por Dias utilizou a distribuição gratuita do medicamento Ivermectina para tratamento da Covid-19.

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Allan Almeida
Jornalista potiguar em formação pela UFRN.

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