DEMOCRACIA

Após afirmar que não existe racismo no Brasil, general Girão se solidariza com Gerson, jogador do Flamengo vítima de racismo

Uma semana depois de afirmar que não reconhece a prática de racismo no Brasil, o deputado federal general Girão Monteiro (PSL) usou as redes sociais para se solidarizar com o jogador do Flamengo Gerson, vítima de racismo no jogo do rubro-negro carioca com o Bahia, no domingo (20).

O atleta do Flamengo acusou o meio-campo colombiano Luiz Ramirez, jogador do Bahia, de injúria racial. Durante a partida disputada no Maracanã, Ramirez teria dito “cala a boca, negro” ao flamenguista. Gerson ficou revoltado no momento, mas só revelou o episódio à Rede Globo, ao final do jogo.

Girão usou a hastag #RacismoNão no twitter e pediu Justiça:

Uma semana antes, Girão foi o único deputado da bancada do Rio Grande do Norte a votar contra a adesão do Brasil à Convenção Interamericana contra o Racismo, a Discriminação Racial e Formas Correlatas de Intolerância. Para justificar o voto, disse que não há racismo no país:

– Infelizmente, estão tentando associar os crimes comuns aqui no Brasil com coisas que acontecem lá fora. A gente não tem racismo no Brasil. Eu não concordo com isso. Nós temos tratamento diferenciado para as pessoas em função, às vezes, de qualificação. Mas, racismo no Brasil, principalmente na região nordeste, eu não reconheço. Eu lamento muito isso aí, entrou numa pauta da esquerda que eu não concordo e eu votei contra sim e votarei contra por não achar que isso deva ser estimulado”, afirmou.

 

 

 

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Rafael Duarte
Jornalista e autor da biografia "O homem da Feiticeira: A história de Carlos Alexandre"