DEMOCRACIA

Após chamar de “privilégio” auxílio para artistas, partido Novo tentou limitar uso do Fundeb para pagar professores

Em duas votações importantes em 2020 durante a pandemia, o partido Novo mostrou como enxerga os profissionais de duas categorias essenciais para o país.

Na votação da PEC 15/2015, que estabelece o Fundeb permanente e amplia a participação da União no financiamento da educação básica do país, deputados do Novo tentaram impor um limite de 70% para o pagamento dos profissionais da Educação. No Rio Grande do Norte, o Governo do Estado usou 83% do Fundeb em 2019 para pagar as remunerações dos professores. A proposta foi derrubada por ampla maioria dos parlamentares. Ao lado do Novo, apenas deputados bolsonaristas que votaram contra o texto original.

Em nova investida após o projeto já ter sido aprovado, o Novo também tentou excluir o Custo Aluno Qualidade, dispositivo previsto no projeto que busca aumentar o investimento por estudante no país. Mais uma vez, nova derrota.

Pelo twitter, o ex-vice-presidente do Unibanco e fundador do Novo João Amoêdo disse que o destaque negado pela Casa “daria mais liberdade aos gestores locais”.

Em maio, o partido Novo se posicionou contra o socorro financeiro aos artistas brasileiros que, desde o início da pandemia e por conta da imposição das medidas de isolamento social, perderam a maior parte da renda de que dispunham. A lei Aldir Blanc foi aprovada e já sancionada pelo presidente da República Jair Bolsonaro

Na época, o ex-vice-presidente do Unibanco e fundador do Novo João Amoêdo chamou o auxílio de privilégio:

 

 

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Rafael Duarte
Jornalista e autor da biografia "O homem da Feiticeira: A história de Carlos Alexandre"

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