DEMOCRACIA

Ativista potiguar é citado por VEJA como promessa da política na próxima década no Brasil

Militante desde pequeno, ativista das jornadas de junho de 2013, líder de ocupação em defesa da Educação em 2015, presidente da União Metropolitana dos Estudantes Secundaristas de Natal em 2016 e atual presidente da maior entidade de representação dos estudantes secundaristas do país, a UBES. Essa é uma pequena descrição, em ordem cronológica, da trajetória de Pedro Lucas Gorki, 19 anos, único jovem potiguar indicado pela Revista VEJA como um dos 20 brasileiros que tem tudo para se destacar na próxima década.

“Nascido para a política” é como a Veja intitula Gorki. O título é uma referência aos pais militantes do Partido Comunista do Brasil (PCdoB) e o aponta como candidato à vereador nas eleições municipais de 2020. Em contato com a agência Saiba Mais nesta sexta-feira (3), o jovem declara como tarefa “barrar o fascismo, o ódio e recuperar a esperança do povo de viver feliz em um país”.

“Sinto orgulho de estar nessa lista e esse orgulho é coletivo, não é só Pedro Gorki. Eu represento a geração de uma juventude inquieta, revoltada, que não aceita os ataques à educação, que não aceita a desigualdade e a infelicidade. É gratificante estar em meio a essa geração que pode até virar nosso país de ponta a cabeça para trazer de volta a felicidade e os direitos da nossa juventude”, diz o militante citado pela revista ao lado de nomes como a atriz Larissa Manoela e o jogador do Real Madrid Vinicius Jr.

Os desafios já estão colocados. Filiado desde os 16 anos no PCdoB, partido deliberadamente comunista e de esquerda, Górki tem como premissa a luta contra o ódio, contra o conservadorismo que tem o presidente do Brasil como principal figura, e em defesa da garantia de direitos da população e da construção por dias melhores.

“Eu sei que sairemos vitoriosos dessa batalha, mas só se estivermos juntos. O futuro do Brasil está em jogo, não é amistoso, é final da libertadores, um momento decisivo para a permanência da democracia e da soberania nacional. tenho certeza que a minha geração vai marcar muito gol”, conta o estudante, para fraseando uma de suas maiores paixões, o futebol.

“Eu sempre fui crítico da Veja e não nego”

Pedro Gorki em manifestação contra o projeto Escola Sem Partido, vulgo Lei da Mordaça (foto: Maiakoviski Pinheiro)

Mesmo sendo a Veja um dos grandes veículos da comunicação Brasileira de cunho conservador, Pedro Gorki ainda considera essa visibilidade dada a ele de extrema importância para o movimento secundarista.

“Eu sempre fui crítico da Veja e não nego, é um veículo totalmente atrelado aos interesses da elite brasileira, ainda assim, eu vejo que esse momento tem muito valor para a nossa resistência, é a gente conseguindo levar as nossas histórias de luta. O fato de nós termos conseguido essa visibilidade nos mostra que precisamos ‘sair da bolha’ e dialogar com todos os meios. É o momento de quem defende a democracia ter em mente que precisamos de cada vez mais gente do nosso lado”, explica.

A própria revista aponta Gorki como candidato à vereador de Natal nas eleições municipais de 2020. Com o mandato de presidente da UBES prestes a terminar – em maio deste ano -, a possibilidade se torna cada vez mais real.

O militante destaca a necessidade de se conquistar cada vez mais espaço na luta política, social, de rua e também institucional. Na agenda atual, está impedir o avanço do fascismo no Brasil, iniciativa que ele defende ser municipalizada.

“A conjuntura nos impõe a necessidade de combater a política da escravidão do povo proposta atualmente. Sendo assim, o PCdoB me convidou a fazer parte do rol de pré-candidatos do Partido e eu aceitei esse desafio por acreditar que a voz da juventude natalense tem que ser ouvida, que os nossos sonhos tem que ter espaço também no parlamento, a CMN precisa ter uma representação da inquietude da juventude potiguar em mudar a nossa cidade”, responde Górki, ao ser questionado sobre uma possível disputa à vaga na Câmara Municipal de Natal.

O desafio está também colocado nas novas regras para as eleições. Com o fim das coligações proporcionais nas disputas municipais, os partidos disputam no “cada um por si”. Na prática, um vereador não entra no cargo por que outro candidato da coligação fez votos e isso dá um novo cenário à concorrência.

Para o potiguar içado à condição de promessa de destaque na próxima década, é indispensável a presença de jovens, mulheres, negros e LGBTS junto a ele nas disputas pelas instâncias de poder e decisão, pois a motivação é maior:

“Garantir uma cidade com mais educação, mobilidade, direitos para a juventude, por isso mais essa luta será encarada por mim e pelo meu partido”, finaliza.

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