DEMOCRACIA

Ativistas lançam campanha para dar visibilidade às vítimas de desaparecimentos forçados no país

Quem é essa mulher ? Que canta sempre esse estribilho ? Os versos de Chico Buarque na canção de Miltinho amplificaram a luta e o legado da estilista Zuzu Angel e serviram de mote para o Movimento Vozes do Silêncio, que lança neste sábado (29), a partir das 15h, uma campanha para dar visibilidade às vítimas de desaparecimentos forçados no Brasil.

Só a ditadura militar foi responsável pelo desaparecimento de 434 pessoas no país.

O início da campanha será com o debate “Quem são essas pessoas que procuram por seus entes queridos?“, às 15h. O bate-papo será transmitido pelas páginas facebook/youtube do Núcleo Preservação da Memória Política, que apoia o evento ao lado do Instituto  Wladimir Herzog.

Diversos familiares e a Casa Zuzu Angel participaram diretamente do projeto. Do Rio Grande do Norte, a jornalista Jana Sá, filha do ex-guerrilheiro e dirigente comunista Glênio Sá, morto num acidente de automóvel suspeito, integra o elenco do vídeo “Que mulher é essa?”, com direção da familiar Sônia Maria Haas e apoio técnico da Estandarte Produções.

O grupo vocal carioca “Às Terças”, sob a regência do maestro Mauro Perelmann, faz uma participação especial no vídeo.

A ideia é marcar o Dia Internacional das Vítimas de Desaparecimento Forçado, com um vídeo onde os familiares levantam a voz sobre a letra da música Angélica, composição de Chico Buarque e Miltinho, em homenagem à estilista Zuzu Angel, morta pelo Exército brasileiro numa cilada, em 1976. Somente em julho de 2020 a justiça brasileira reconheceu que a estilista foi assassinada por agentes da ditadura militar. Crime esclarecido, porém, ainda sem a devida punição criminal.

A luta dos familiares é de longo tempo, alinhavando os fios da história e tecendo uma trama desconhecida da sociedade. Esta luta traz em si uma solidão, um vazio de angústia na ausência de respostas, na busca por justiça.

 

 

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