DEMOCRACIA

Atraso de salários, mais uma semelhança entre Robinson Faria e Geraldo Melo

Por José Paiva Rebouças

As redes sociais, o povo na rua, a alta rejeição de alguns candidatos, nada disso tem servido de exemplo para alguns políticos tradicionais do Rio Grande do Norte. Exemplo claro é a parceria descarada entre os candidatos Robinson Faria (PSD), atual governador e candidato à reeleição, e o ex-governador Geraldo Melo (PSDB), candidato ao Senado. Embora tenham governado o estado em épocas diferentes, os dois têm algo em comum: o atraso no salário dos servidores.

Robinson, além de fazer distinção das categorias, pagar em parcelas e fora das datas legais, está devendo os décimos-terceiros de 2017 e 2018 a 30% dos servidores do Estado, sem previsão de cumprir esta obrigação constitucional. 60%, que são aqueles que ganham até quatro mil reais, ainda sonham em receber o 13º deste ano. O descontrole das contas públicas e a desaprovação de mais de 70% podem ainda levar o governador a deixar dois ou três meses sem pagar a ninguém até o final do ano.

A falta de pagamento dos servidores na gestão do “Tamborete”, entre 1987 e 1990, gerou a “Ação Geraldo Melo”. O processo impetrado pelo Sindicato dos Trabalhadores na Educação do Rio Grande do Norte (SINTE/RN), através de ação coletiva que visa recuperar os salários e direitos não pagos na gestão do tucano, ainda está rolando. A última lista de pessoas que têm dinheiro a receber foi divulgada em abril.

Juntos no mesmo palanque, os dois se abraçam como cúmplices. Atacam adversários e lançam para a plateia discursos fáceis. Em nenhum momento, têm a decência ética de pedir desculpas pelo erro. Não por acaso, este é um problema que não tem mais solução. Robinson e Geraldo não podem voltar no tempo e consertar o atraso de salários que gerou desaquecimento na economia, desemprego e fechamento de lojas e serviços em todo o Estado. Cada um, em sua época, tem uma dívida enorme com o povo do RN que nunca poderão pagar.

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