TRABALHO

Aumento de casos da covid-19 e gripe leva IFRN a suspender avanços do retorno presencial; UERN e UFRN mantêm

O aumento dos casos da covid-19 e da gripe no Brasil, relatado neste início de ano, levou algumas instituições de ensino superior a adiar os avanços no retorno das atividades presenciais neste mês de janeiro. No Rio Grande do Norte, o Instituto Federal do RN (IFRN) suspendeu o retorno de 100% das atividades presenciais a partir desta segunda-feira, 10. A Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e a Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) mantêm os calendários por enquanto.

Na semana passada, ao menos três instituições de ensino federal do país já haviam suspendido o retorno: as universidades do Rio de Janeiro (UFRJ), de Santa Catarina (UFSC) e de Lavras (UFLA), em Minas Gerais. As decisões foram anunciadas em uma semana em que o Brasil viveu uma pressão de atendimentos nos hospitais, que indica a piora da pandemia, apesar do apagão de dados do Ministério da Saúde impedir uma análise mais precisa do cenário epidemiológico.

Segundo a decisão do IFRN, a suspensão do retorno atendeu a uma análise do comitê científico da instituição que julgou o cenário epidemiológico do estado como um risco de contaminação tanto pela covid-19 quanto pelo vírus da gripe. “[São] doenças com alto impacto de contaminação, que tem causado a sobrecarga dos sistemas de saúde do Estado nos últimos dias”, avaliou o comitê do IFRN.

A suspensão inicialmente é por duas semanas. Segundo a reitoria do IFRN, a reavaliação do cenário epidemiológico para renovar a suspensão ou retomar as aulas vai ser feita no dia 20 deste mês.

A assessoria de comunicação do IFRN afirmou nesta terça-feira, 11, que as aulas atualmente acontecem de maneira híbrida, com a permissão de metade da turma presencial e a outra metade online. As aulas retornariam ao retorno 100% presencial nesta segunda-feira, 10, mas a suspensão do avanço interrompeu o plano.

A instituição também afirmou que a suspensão do avanço não afeta, por ora, as aulas presenciais. Isso porque os alunos entraram de férias nesta terça-feira e voltam no dia 24 deste mês, após a reavaliação do cenário. “Assim, a medida não interfere na prática de ensino. Ao voltar dessas férias, a previsão é de, integralmente, termos aulas 100% presenciais”, disse.

A UFRN e a UERN, no entanto, planejam retornar com as aulas presenciais nos próximos meses – o que dá tempo de novas decisões baseadas no cenário mais atualizado da pandemia.

Segundo a UFRN, uma reunião do colegiado superior vai decidir nesta semana se aprova o calendário acadêmico do ano de 2022, proposto para iniciar no dia 28 de março com a previsão das atividades presenciais. “Seguindo com o planejamento, nesta semana, os colegiados superiores da UFRN vão analisar a aprovação do calendário letivo de 2022”, disse a UFRN em nota.

O retorno na UFRN está previsto com o passaporte vacinal para servidores e estudantes. A decisão foi aprovada no dia 23 de dezembro nos colegiados da universidade.

Já a UERN pretende retomar as aulas no dia 2 de fevereiro. A instituição afirmou que um comitê técnico monitora o cenário da pandemia e não descartou reuniões do colegiado superior para nova decisão. Eventuais decretos do governo estadual também podem alterar os planos. “A UERN vem seguindo todos os decretos estaduais. Qualquer mudança na modalidade de retorno será levada ao Consepe”, disse.

A instituição estadual ressaltou ainda que os espaços físicos estão sendo adaptados para seguir normas de biossegurança e a comprovação de vacina vai ser exigido para parte dos servidores e estudantes. O trabalho presencial já foi retomado no início de novembro e dezembro.

O portal SaibaMais não conseguiu entrar em contato com a Universidade Federal Rural do Semi-Árido (Ufersa).

Andifes afirma que instituições debatem cenário da pandemia

O presidente da Associação Nacional de Dirigentes de Instituições Federais do Ensino Superior (Andifes), Marcus David, afirmou que uma parte das instituições debate o aumento de casos, mas outra ainda não iniciou a discussão devido ao recesso do final de ano. “Muitas estão discutindo, mas ainda não deliberaram. Outras ainda vão iniciar essa discussão”, disse.

A própria Andifes ainda não concluiu nenhum posicionamento sobre o cenário atual. Segundo Marcus David, a entidade está no processo de reunir informações das universidades para ter um cenário epidemiológico mais amplo. “Estamos debatendo e analisando os dados para elaborar diretrizes e recomendações no processo de retorno para que possamos publicar um documento”, concluiu.

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