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Adriano de Sousa

Jornalista e Poeta

Tucanagens

Ao liberar o monstrinho do rancor pós-2014, Aécio realizou o desejo secundário de derrubar o petismo no tapetão do Congresso e do STF, mas ficou sem o gozo maior — a cadeira de presidente.

Ambulantes

Em pleno 2017, a Intendência age como se Natal ainda fosse uma ‘fazenda iluminada’ (pelas tochas da Operação Cidade Luz), com um coronel na porteira.

Mangas

Se o povo não pode nem pia na putaria cívica nacional, seu Antonio ilustra o distanciamento. Não foi ao golpe. Não vai às ruas cortar cabeças de corruptos nem vai reformar o Congresso no voto.

Mártires

Nem o ateu mais renitente duvidará de que precisamos mais de pessoas do que de celebridades religiosas, de humanismo do que de transcendência, de milagres do que de martírios.

Facções

Se o Estado é fraco, rezemos nostalgicamente ao sinhôzinho da hora. Ele haverá de nos guiar à modernidade, ainda que ela venha a ser apenas o passado repaginado a botox.