Ana Clara Dantas

Ana Clara Dantas

Ana Clara Dantas é jornalista e escreve às sextas-feiras
Ana Clara Dantas escreve às sextas-feiras

O amor das 18h

Vivo um tanto desse amor. Sinto-me parte. Pelo menos de segunda a sexta. Tornou-se um desafogo para as horas no trânsito. Quando não os vejo, imagino as piores coisas. Teriam acabado?

Ana Clara Dantas escreve às sextas-feiras

Como morre um homem comum

O homem ordinário pensa que é super-homem. Não tira férias, não folga, não vai ao cinema, não lê, não conversa, não chora. É só e dá conta de tudo. Renuncia às banalidades da vida, perde seu brio. Essa gente ordinária deseja ter o poder da invisibilidade

Ana Clara Dantas escreve às sextas-feiras

Brasa no peito

Até a cerveja esquentando na mesa do bar pede pressa. Mas ainda é novembro. Depois vem dezembro, amanhã, janeiro. Mais tarde vem fevereiro, vem o carnaval e a gente esquece o mundo. Eu juro que resisto.

Ana Clara Dantas escreve às sextas-feiras

A dor do outro

Estão matando o outro. E nisso nos matam também, porque é possível morrer de várias formas. Morre-se de dor, de abandono e até de medo. Morre-se rapidamente, mas também aos poucos. É possível morrer para alguns e ainda estar vivo de fato.