OPINIÃO

Autogestão literária

Você já fez um livro?

Muita gente não imagina a peleja envolvida na tarefa de colocar um livro no mundo.

A começar, pela quantidade de pessoas e funções envolvidas na tarefa. Não basta ter um autor, um livro exige diagramadores, revisores, vendedores de papel, gráficos, livreiros, sebistas e outros muitos que auxiliam na produção, circulação e consumo desse objeto cultural tão querido e necessário para nós, leitores.

E para aqueles que não estão em berço esplêndido ou não são contemplados nos poucos editais de cultura, a peleja se torna ainda mais árdua. Há que se contar, sobretudo, com amigos e familiares, além de uns poucos entusiastas da causa, para fazer valer uma vontade de potência criativa a ser materializada na forma de livro. Quando essa potência, então, vem em verso, aí a coisa complica ainda mais.

Para que serve a poesia?

Acho que para tudo, inclusive para nada. Para mobilizar afetos e paixões, forças unidas por um mesmo ideal, traduzido, por exemplo, no sonho, projeto ou ideal de parir um livro para o mundo.

Hão de perguntar por quê. E por que não? Um momento de delírio poético não basta, faz-se preciso eternizar o instante. Faz-se preciso dar esta voz a outras vozes, reverberar este eu-poético em outros eus, tanto de um aqui-agora quanto de um devir inimaginável.

O poeta Thiago Medeiros, um dos que agita o marasmo da província por meio do projeto Insurgências Poéticas, está na peleja para angariar fundos para o seu novo livro “Meio-Dia”.

Para quem não conhece, Thiago Medeiros é ator e poeta, e já lançou o livro “Para eu parar de me doer” (Caravela Editorial, 2016) e o zine “O dom do silêncio é o grito”, inaugurando o selo independente Insurgências Poéticas, junto com a parceira Marina Rabelo.

O novo livro, a sair pela OFFSET (viva o grande fazedor de livros de Natal, Ivan Jr.!), já se encontra em pré-venda, junto a outras recompensas para quem deseja ajudar na causa. Basta acessar o link www.vakinha.com.br/vaquinha/thiago-medeiros-meio-dia-novo-livro.

E vida longa à Poesia! Sempre!

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