TRANSPARÊNCIA

Apenas 10 bairros concentram quase 60% das mortes por Covid-19 em Natal

Bairros da região das Zonas Norte e Oeste de Natal ocupam 7 das 10 primeiras posições no ranking dos bairros com mais mortes por Covid-19 em Natal. De acordo com dados disponibilizados na plataforma do LAIS/UFRN, Potengi, Pajuçara, Lagoa Azul e Igapó, da região Norte, e Felipe Camarão, Cidade da Esperança e Quintas, da região Oeste, aparecem na lista. Tirol e Alecrim, ambos na Zona Leste, e Lagoa Nova, na Zona Sul, completam a relação.

Juntos, esses 10 bairros concentram 57,27% dos óbitos na capital.

Potengi e Pajuçara ocupam as primeiras posições, com 7,44% e 7,12%, respectivamente. Em seguida, aparece o bairro do Tirol, concentrando 6,8% das mortes na capital.

O Partage Norte Shopping, o maior shopping da Zona Norte, está localizado no bairro Potengi. As atividades comerciais estão em funcionamento devido ao decreto que autorizou a retomada desse setor.

A capital é o município potiguar com o maior número de pacientes diagnosticados com a Covid-19. No geral, são 20.647 casos confirmados, quase 40% dos casos em relação a todo estado.

O bairro Potengi voltou a ser epicentro da transmissão e ocupa o primeiro lugar, com 7,37%. O Tirol vem na sequência entre os bairros com mais moradores contaminados, com percentual de 7,13%. Pajuçara aparece em terceiro lugar com 7,08%, seguido de Lagoa Nova (6,32%) e Lagoa Azul registrando 5,93%. Em seguida, Felipe Camarão aparece com 4,63%, Planalto (3,71%) e Cidade da Esperança com 3,61% de casos confirmados.

Em entrevista recente publicada pela agência Saiba Mais, o secretário-adjunto de Estado Saúde Petrônio Spinelli afirmou que o comportamento das pessoas se baseia no contexto do bairro onde moram. Ou seja, a partir do momento em que há uma possível melhora no quadro de uma determinada região, a população tende a relaxar com as medidas de segurança sanitária.

A partir disso, quando se há o descuido, aumenta a probabilidade de contágio:

“Em um bairro que já houve pico nos índices, anteriormente, resulta com que as pessoas pensem que a pandemia já passou. Com isso, acham que não há mais problema. Assim, voltam a se comportar de forma displicentes. Porém, quando há um aumento de óbitos as pessoas começam a se assustar e, assim, se protegem”, afirmou.

 

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Allan Almeida
Jornalista potiguar em formação pela UFRN.

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