ENTREVISTA

Balbúrdia: cooperativas de crédito do RN contam como cresceram em cenário de crise

As instituições financeiras formadas pela associação de pessoas, as cooperativas de crédito, continuam em ascensão. Nesta quarta-feira (6), o presidente do Sistema de Cooperativas de Crédito no RN, Manoel Santa Rosa, e do Sicoob Potiguar, Custódio Arrais, falaram ao Programa Balbúrdia sobre alternativas às instituições tradicionais para financiar atividades por meio do associativismo em um cenário de crise.

O Sicoob, por exemplo, só perde para o Banco do Brasil em número de agências pelo país. Em 2002, o cooperativismo correspondia a 0,5% do mercado nacional e ultrapassa atualmente 11%, ainda em crescimento apesar de ter tido maiores índices durante os governos progressistas do PT na Presidência.

“Tenho a leitura pessoal de que tem alguma coisa querendo mexer nos filhos do cooperativismo. Quem está à frente do banco central está olhando meio atravessado pra gente. Estão cobrando, o que cobram dos grandes bancos”, pontuou Santa Rosa.

Nas cooperativas, o maior diferencial é que os membros utilizam os serviços, têm participação nos resultados e também nas decisões, por meio de voto.

“Atuamos com taxas diferenciadas. Mas administrando direitinho a gente sempre tem resultados, que chamamos de sobras. As sobras são rateadas com os associados, na medida de suas operações. Então, esses valores não vão para o exterior, para fora do país ou para o Sul. Esses valores ficam dentro da comunidade em que a cooperativa está sediada”, explica Custódio Arrais.

Segundo ele, por essa razão, esse tipo de instituição promove a economia local. Além disso, também é priorizado o atendimento direto, enquanto as grandes corporações investem pesado em atendimento digital. “Nós também temos o digital”.

“O cooperativismo é um instrumento da solidariedade estruturada. Por que o cooperativismo é diferente? O amor é o lubrificante da vida. O cooperativismo é amor”, brinca Manoel Santa Rosa, completando que “esse segmento tem a ver com estar ao lado das pessoas, e isso inclui momentos de dor.

“Pra vocês terem uma ideia, em plena pandemia a pessoa chegou porque não tinha como fazer o plano de saúde. Você vai lá, paga o plano de saúde dele, garante a condição pra que ele faça a cirurgia. Isso só acontece no cooperativismo, onde a moeda principal é o amor, é a solidariedade, lógico de maneira estruturada”, argumenta.

Veja a entrevista completa:

Clique para ajudar a Agência Saiba Mais Clique para ajudar a Agência Saiba Mais
Artigo anteriorPróximo artigo
Isabela Santos
Isabela Santos é jornalista e repórter da agência Saiba Mais