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Bolsonaro chama de “terroristas” movimentos críticos ao Governo

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Na contramão do tratamento que tem dado aos atos realizados a seu favor e incentivados pelo seu governo, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) classificou os protestos contra sua gestão e o avanço do fascismo como terroristas.

O mandatário chamou os integrantes dos grupos antifascistas de marginais e defendeu retaguarda jurídica para atuação policial nas manifestações contrárias ao governo. “São marginais, no meu entender, terroristas. Têm ameaçado, domingo, fazer movimentos pelo Brasil, em especial, aqui no DF“, disse Bolsonaro em gravações divulgadas por seus apoiadores na noite desta terça-feira, 2.

Depois de ocuparem as ruas de dezesseis cidades brasileiras no último domingo (31), a exemplo de São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre e Rio de Janeiro, as torcidas organizadas de futebol que se definem como antifascistas e tomaram a dianteira dos protestos de rua contra o governo Bolsonaro prometem voltar às ruas este fim de semana.

Desde o início da quarentena, o país não tinha registrado manifestações de rua críticas a Bolsonaro. Por outro lado, o presidente passou a apoiar e incentivar atos que pedem o fechamento do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal e fazem ofensas aos profissionais jornalistas. Para o mandatário, essas ações fazem parte da Democracia, ao contrário do movimento antifascista, e não admitirá protestos contrários ao seu governo. “Nós precisamos de uma retaguarda jurídica para que nosso policial possa bem trabalhar em se apresentando um crescente este tipo de movimento que não tem nada a ver com democracia”, afirmou.

A postura de Bolsonaro está alinhada com a do presidente Donald Trump, que nos estados Unidos ameaça os protestos raciais com mão de ferro. Nesta segunda-feira (01), Trump chamou os governadores de “fracos” por não usarem a força para recuperar o controle das ruas. Alertou, ainda, que está disposto a usar o Exército “para resolver o problema para eles”.

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