OPINIÃO

Bolsonaro e a morte: a aliança que governa o país

Em 2015 o entubado presidente da república afirmou, em alto e bom som, que desejava que Dilma, então presidenta, morresse de infarto ou câncer e, quando da ocasião da impeachment, desdenhou das torturas sofridas pela presidente e exalto o Anjo da Morte, o coronel Ustra, um monstro que tinha prazer em torturar pessoas.

Que o presidente e sua caterva são adoradores da Morte não resta dúvida, pois ao sabotar o combate à pandemia, que já matou mais gente que qualquer guerra que esse país tenha participado, e cujo assombroso número o colocaria, caso fosse uma cidade (dos mortos) na lista dos 49 municípios brasileiros com mais de 500 mil habitantes (num universo de mais de 5.500 municípios), ou seja, o presidente encabeça uma espécie de “culto” ao sinistro Ceifador.

Não vou tratar da saúde do presidente, pois esse é um problema médico, mas seu filho, Flávio, senador, foi às redes e já tenta colar o “entubamento” do presidente ao PT e PSOL, reconectando o evento de ontem com o de 2018, a tal facada que premiou o então candidato, pois não participou de nenhum debate e sua campanha, toda montada por fake News, foi vitoriosa.

Bolsonaro, o Mandrião, vive momentos de tensão, já que a “CPI da COVID” já reúne indícios de que ele foi o principal responsável pela completa esculhambação das compras das vacinas, mostrando que o ministério da Saúde é uma pocilga e que as pandilhas transitavam livremente nos seus corredores. É crime, atrás de crime, algo aliás comum no que se refere a Bolsonaro, que já cometeu tantos crimes que se fossemos elencar, esse artigo ficaria muito extenso.

A imagem escatológica, desrespeitosa, do presidente da república, viralizada a partir do seu filho, um sujeito desqualificado, deselegante e pouco afeito a posturas civilizadas, e confirma que o símbolo que esse governo mais se identifica é a Morte, sim escrita com “M” maiúsculo, pois ela, para essa horda medieval, é uma entidade.

A utilização dessa patética foto, independente da gravidade da situação, é uma agressão aos braZileiros, pois esse mesmo frágil presidente, que ora se mostra, desdenhou das milhares de vítimas da pandemia, ora com piadinhas infames, ora com frases desrespeitosas, ora com bravatas e nunca visitou um hospital, para prestar solidariedade às vítimas, preferindo viver escanchaçado em garupas de motos, em desfiles eleitoreiros, feito nas barbas do TSE, cujo presidente prefere ignorar.

Obviamente que a chusma bolsonarista irá explorar essa situação para novamente colocar essa patética figura no panteão dos mártires, uma posição bem conveniente para quem está acossado por provas que o colocam na posição nada santa de prevaricador e de corruptor passivo. Mas até onde essa situação reverterá a imagem de genocida, só o tempo dirá.

Eu desejo ardentemente que o presidente se recupere plenamente, volte a ter uma saúde firme e forte, para que ele possa responder por todos os crimes que cometeu no exercício da presidência e que, no final, seja encarcerado e pague por esses malfeitos.

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