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Bolsonaro sobre Queiroz: “Pode ter coisa errada? Pode”

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O presidente Jair Bolsonaro concedeu entrevista exclusiva aos jornalistas Mauricio Lima e Policarpo Junior, da Revista Veja, publicada na edição desta sexta-feira (31). Em meio a assuntos como PT, Lula, ministros, Olavo de Carvalho, sabotagens e filhos, chamou a atenção as respostas de Bolsonaro sobre seu amigo Fabrício Queiroz.

O ex-assessor do então deputado estadual e agora senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) é suspeito, segundo relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), de movimentar R$ 1,2 milhão entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017. Questionado sobre o ex-auxiliar, Bolsonaro afirmou que pode ter coisa errada em meio a esse caso:

Ele tem de explicar isso daí. Eu conheço o Queiroz desde 1984. Foi meu soldado, recruta, paraquedista na Brigada de Infantaria Paraquedista. Ele era um policial bastante ativo, tinha alguns autos de resistência, contou que estava enfrentando problemas na corporação. Vocês sabem que esse pessoal de esquerda costuma transformar muito rapidamente auto de resistência em execução. Aí começou a trabalhar conosco. E você sabe que lá no Rio você precisa de segurança. Eu mesmo já usei o Queiroz várias vezes. Teve um episódio dele com o meu filho em Botafogo, um assalto na frente de casa, e o Queiroz, impetuoso, saiu para pegar o cara. Então existe essa amizade comigo, sim. Pode ter coisa errada? Pode, não estou dizendo que tem. Mas tem o superdimensionamento porque sou eu, porque é meu filho. Ninguém mais do que eu quer a solução desse caso o mais rápido possível”, afirmou o presidente da República.

Apesar de mostrar preocupação e pedir explicações sobre o caso que envolve o filho e o amigo, Bolsonaro tentou justificar os suspeitos depósitos e saques do senador e do ex-policial:

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São os tais 96 000 reais em depósitos de R$ 2.000. Ele vendeu um apartamento, recebeu em dinheiro e fez os depósitos na conta dele. Um relatório do Coaf diz que, entre junho e julho de 2017, foram identificados 48 depósitos, de R$ 2.000 cada um, na conta do Flávio. O valor de R$ 2.000 é o máximo permitido para depósitos em envelope no terminal de autoatendimento da Assembleia Legislativa do Rio. Falaram que os depósitos fracionados eram para fugir do Coaf. Dois mil reais é o limite que você pode botar no envelope. O que tem de errado nisso?”

Em 2016, Queiroz fez 176 saques em espécie. O ex-policial chegou a realizar cinco saques no mesmo dia, somando mais de R$ 18 mil. No total, as retiradas chegaram a mais de R$ 300 mil.

Além disso, oito funcionários ou ex-funcionários do gabinete de Flavio Bolsonaro realizaram repasses para Queiroz. Sua mulher e duas filhas são citadas no relatório do Coaf.

O presidente também afirmou que após a reforma da previdência, pretende fazer uma reforma tributária e dar início às privatizações. A primeira em vista, segundo Bolsonaro, é a dos Correios:

Já dei sinal verde para privatizar os Correios. A orientação é que a gente explique por que é necessário privatizar. No caso dos Correios, o PT destruiu a empresa”.

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