TRABALHO

Brasil perde 11 milhões e 300 mil empregos em um ano, mas Ministro Fábio Faria comemora bons resultados

No período de um ano, o Brasil perdeu 11 milhões e 300 mil vagas de emprego, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e estatística). Em apenas três meses, 1 milhão e 300 mil pessoas ficaram sem trabalho. O resultado é que desde maio, menos da metade da população que está em idade de trabalhar está ocupada no país. Os dados não parecem muito animadores, mas para o Ministro das Comunicações, o potiguar Fábio Faria, a criação de 394.989 vagas de emprego com carteira assinada no mês de outubro, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), é motivo de comemoração. No twitter, o Ministro Fábio Faria afirma que esse é o melhor resultado para o mês de outubro desde 1992.

Difícil é não se perder nesta conta já que o Brasil teve no trimestre de julho, agosto e setembro, uma taxa recorde de desemprego de 14,6%. No período, 14 milhões e 100 mil pessoas perderam seus empregos, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, divulgada hoje (27). Essa é a maior taxa na série histórica que também começou em 2012. O desemprego é maior entre os jovens entre 18 e 24 anos (31,4%). Numa leitura mais simples, podemos dizer que a perda de empregos nos últimos meses tem sido tão alta, que as vagas abertas são suficientes para causar a impressão da sonhada recuperação econômica vendida pelo Ministério da Economia. No entanto, o saldo geral continua no vermelho.

“Eles fazem uma interpretação dos dados que não condiz com a realidade. Há uma forçação de barra nesse sentido. Podemos dizer que há sim uma retomada da economia, ainda frágil, mas efetivamente o saldo de empregos ainda é altamente negativo. Esse leve crescimento não tem sido suficiente para repor os postos de trabalho na mesma velocidade com que eles foram extintos, tanto que o desemprego continua alto. Outra coisa que é preciso verificar é que a maioria desses postos de trabalho podem não ser regulares, a maioria tem a característica de, muitas vezes, serem temporários e podem estar associadas à chegada do final do ano. É preciso ver se há uma consolidação disso porque as pesquisas mostram que é crescente os postos de trabalho intermitentes, ou seja, a pessoa é contratada por determinado período e na sequência é desligada”, avalia Cesar Sanson, professor do Departamento de Ciências Sociais da Universidade federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

 

Rio Grande do Norte

Pelo quinto mês seguido, o Rio Grande do Norte teve alta na abertura de vagas com um saldo positivo de 5,18% em relação ao mês de setembro deste ano. Se o comparativo for feito com outubro de 2019, a alta passa a ser de 59,83%. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados pelo IBGE nesta quinta (26). O Estado teve 13.840 admissões e 9.077 demissões, o que resultou na abertura de 4.763 vagas. O saldo é o melhor desde que a série histórica passou a acompanhar a estatística nos estados no ano de 2004, na época, foram criadas 3.362 vagas.

O cenário local, via de regra, acompanha o cenário nacional com um crescimento muito lento da economia. Considerando que Natal tem uma economia de serviços e que no natal sempre há uma demanda de contratações, há um leve crescimento de oferta de postos de trabalho. Agora, considerando a possibilidade de uma vacina pode haver uma retomada do turismo, mas é preciso ver o ‘time’, porque a alta temporada se dá nesse período do Natal até o carnaval. Se houver uma vacinação nesse período, pode ser que a cidade seja beneficiada com uma retomada mais intensa do turismo e dos postos de trabalho”, detalha Cesar Sanson.

Entre julho e setembro, a taxa de desocupação no Rio Grande Norte ficou em 17,3%. Em comparação com o mesmo trimestre de 2019, houve aumento de 3,9% na taxa de desocupação. Ao todo, 238 mil potiguares que estavam sem emprego entre os meses de julho e setembro saíram para procurar trabalho, mas não conseguiram contratação.

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