TRANSPARÊNCIA

Brasil registra 1.223 mortes e 22.169 contágios por coronavírus

No momento em que enfrenta ainda a fase inicial do novo coronavírus, o Brasil registra mais 99 mortes por Covid-19 e número de vítimas chega a 1.223. De acordo com balanço do Ministério da Saúde no final da tarde deste domingo (12), foram confirmados mais 1.442 contágios, e o país conta com 22.169 pessoas infectadas.

São Paulo segue como epicentro da pandemia no Brasil. São 8.755 casos confirmados, 588 mortes, com letalidade de 6,7%, acima da média nacional. Ainda assim, a população paulista resiste a seguir as regras de isolamento.

Ignorando que os registros acontecem no período em que o país sequer entrou na fase mais aguda da crise, quando há transmissão descontrolada da doença, um grupo de pessoas se aglomerou na avenida Paulista na tarde deste domingo (12). Com roupas e bandeiras verde-amarelas, criticaram as medidas de isolamento, apontadas pela Organização Mundial da Saúde e pelo Ministério da Saúde como necessárias para combater a pandemia de coronavírus, e defenderam o impeachment do governador João Dória.

Motivados por falas do presidente Jair Bolsonaro contrárias as medidas restritivas que vem sendo adotadas por governos estaduais e municipais, que têm se amparado em estudos científicos e orientações internacionais de entidades de saúde, os manifestantes infligiram as regras, discursaram contra o governo de São Paulo, a imprensa e a China e chegaram a ameaçar o governador Doria de morte.

O ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta demonstrou preocupação com a diferença nas orientações. “Preocupa porque a população olha e fala assim ‘será que o ministro da Saúde é contra o presidente’ e não há ninguém contra ou a favor de nada. O nosso inimigo é o coronavírus, ele que é o nosso principal adversário. Se eu estou ministro da Saúde, eu estou por obra e nomeação do presidente”, afirmou.

Em entrevista ao Fantástico, da TV Globo, Mandetta disse esperar “uma fala unificada porque isso leva a uma dubiedade. Ele [brasileiro] não sabe se escuta o ministro da Saúde ou se escuta o presidente”. O ministro afirmou que os meses de maio e junho serão os mais duro da crise da epidemia de coronavírus no Brasil e voltou a defender o isolamento.

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