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Brasil vai parar na 1ª greve geral contra o governo Bolsonaro

Com a Previdência social ameaçada pela proposta de reforma do presidente Jair Bolsonaro (PSL) executada pelo ministro da economia Paulo Guedes, o Brasil vai passar por mais uma Greve Geral, marcada para sexta-feira, dia 14 de junho. A última manifestação deste porte aconteceu dia 28 de abril de 2017, com foco na reforma trabalhista e na reforma da Previdência, ainda nos moldes do governo de Michel Temer.

No Rio Grande do Norte atos estão marcados para as cidades de Natal, Açu, Caicó, Mossoró, Caraúbas, Angicos, Pau dos Ferros, Apodi, Canguaretama e São Paulo do Potengi. Na capital, a ação tem início às 15h na calçada do Midway e segue em caminhada até a árvore de Mirassol.

Várias categorias já anunciaram a adesão. Em assembleia realizada quarta-feira (12), os motoristas de ônibus do Rio Grande do Norte anunciaram apoio ao movimento grevista e a frota reduzida na próxima sexta-feira. O horários dos trens também será diferenciado no dia da greve.

A pauta da greve geral é clara: a luta contra a reforma da previdência e o desemprego. Os trabalhadores e trabalhadoras também vão protestar contra a redução dos salários, retirada de direitos trabalhistas, precarização do trabalho, aumento do trabalho escravo, corte de políticas de proteção social e de renda mínima como o bolsa família, paralisação dos programas de moradia, de defesa dos direitos das mulheres e da juventude, além dos cortes na educação pública que já levaram milhões de brasileiros às ruas desde 08 de maio.

Assembleias em vários estados confirmaram a adesão à da Greve Geral de bancários, professores, metalúrgicos, trabalhadores da Educação, da saúde, de água e esgoto, dos Correios, da Justiça Federal, químicos e rurais, portuários, agricultores familiares, motoristas, cobradores, caminhoneiros, eletricitários, urbanitários, vigilantes, servidores públicos estaduais e federais, petroleiros, enfermeiros e previdenciários. Os estudantes e docentes das universidades Federal e Estadual de todo país também vão aderir ao movimento.

A greve geral é de todos. Sexta-feira não é para ir trabalhar, é dia de ficar em casa. É dia de cruzar os braços e dizer que não aceitamos os ataques aos nossos direitos, à soberania nacional e à democracia”, afirmou o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT) Vagner Freitas.

Nacionalmente, a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística (CNTTL), que representa 700 mil caminhoneiros associados aos sindicatos filiados à entidade, aprovou a adesão à Greve Geral.

E uma pesquisa de opinião da Fundação Perseu Abramo (FPA) com caminhoneiros para aferir a possibilidade de uma nova greve no setor, a exemplo da que ocorreu no ano passado, mostrou que 70% são favoráveis a outra paralisação.

Rio Grande do Norte

No Estado potiguar, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Rio Grande do Norte (SINTE/RN) confirmou a parada nesta sexta-feira. Segundo Fátima Cardoso, coordenadora geral do SINTE a expectativa é de 100% da adesão.

Servidores, sejam técnicos-administrativos ou docentes, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN) também vão cruzar os braços no dia 14 de junho.

Nenhuma agência bancária do RN vai abrir durante a greve geral:

“Assim como a Reforma Trabalhista não gerou empregos, a Reforma da Previdência não irá resolver os problemas econômicos do país” justificou o coordenador-geral do Sindicato dos Bancários, Gilberto Monteiro.

Outros sindicatos, como o Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público da Administração Direta do Estado do Rio Grande do Norte (Sinsp) também convocaram os trabalhadores a aderirem ao movimento nacional.

Lula Livre

Em Natal (RN), a manifestação terá a estreia de um boneco de 4 metros de altura do ex-presidente Lula. Será a primeira participação pública do boneco produzido no município de Currais Novos pelo artista plástico João Antônio. Após a greve geral, o Lula gigante percorrerá feiras livres pelo interior do Estado. O objetivo é esclarecer a população sobre a perseguição política a que vem sendo submetido o ex-presidente Lula.

 

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