CIDADANIA, DEMOCRACIA

Candidatos negros do PT são agredidos por polícia e Guarda Municipal no Paraná

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O PT no Paraná emitiu nota de repúdio às agressões sofridas por dois candidatos negros atribuindo os fatos a perseguição política e preconceito racial. No feriado da Independência, sexta-feira (07), a deputada estadual do partido, Edna Dantas, foi presa ao lado de outros dois militantes durante desfile cívico, no centro de Curitiba. De acordo com relatos, eles passavam no local com camisetas em apoio a Lula e gritaram “Lula Livre”.

No domingo (9), o candidato a deputado estadual Renato Almeida Freitas Jr. (PT) foi baleado e preso pela Guarda Municipal de Curitiba enquanto realizava panfletagem na Praça do Gaúcho.

Ele levou tiros de bala de borracha em uma das mãos e nas costas. Mesmo ferido, foi preso e divulgou vídeo que fez no camburão em que era transportado. “A gente tava fazendo panfletagem na praça. A Guarda chegou e mandou sumir da praça. Eu não estava fazendo nada, falei que só tava panfletando, o cara me deu um tiro à queima-roupa”, relatou.

Renato é advogado criminalista, metre pela UFPR e já foi candidato a vereador pelo PSOL. Ele foi internado no Hospital do Cajuru e depois seria encaminhado para o 1° Distrito, no centro da cidade.

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Foto publicada por Renato em rede social.

Versão da Guarda Municipal

Em nota à imprensa local (o site oficial não menciona o caso), a Guarda Municipal disse que foi até a praça para atender um chamado de racha de veículos, consumo de droga e perturbação do sossego e que precisou fazer uso da arma não letal para conter o grupo.

Os agentes confirmaram que ele foi atingido nas mãos e nas costas. A Guarda alegou que “além de envolvimento anterior num caso com a Polícia Militar, Almeida Freitas já havia sido detido pela Guarda Municipal em agosto de 2016, quando candidato a vereador, por desacato e perturbação de sossego”.

Leia a nota do PT do Paraná:

“Nesta noite de domingo, 09, o candidato a deputado pelo PT Paraná, Renato Almeida Freitas, fazia panfletagem no centro de Curitiba e foi agredido pela Guarda Municipal, que o atacou com balas de borracha e o levou preso. Nenhum motivo para a prisão e nem para a violência policial.

Da mesma forma, no dia 07, durante o desfile cívico, Edna Dantas, candidata a deputada estadual pelo PT-PR, realizava manifestação em prol da libertação do presidente Lula junto a outros militantes do partido e foram agredidos e detidos pela Polícia.

Nos dois casos, a única explicação para a perseguição é que ambos são negros, do PT e dos movimentos sociais. O que estamos vendo é uma assustadora onda crescente de violência e perseguição a quem se manifesta e luta a favor dos oprimidos.

Não houve nenhuma preocupação com os ônibus da Caravana do Presidente Lula que foram alvejados, estamos há seis meses sem saber quem matou Marielle e ainda o Judiciário determina que não podemos nos manifestar em apoio a Lula.

Estive hoje acompanhando, logo que soube, o desenrolar da prisão arbitrária do Renato. Como estarei solicitando desde já apuração sobre desvio de função policial em ambos os casos.
Estou ao lado da Democracia e, portanto, lutando contra o estado de exceção que vivemos. Basta de perseguição! Basta de violência!

Por Dr. Rosinha, presidente do PT Paraná

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Isabela Santos
Isabela Santos é jornalista e repórter da agência Saiba Mais

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