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Bolsonaro assina exoneração de Carlos Decotelli no Ministério da Educação

Nomeado para o Ministério da Educação no último dia 25, Carlos Alberto Decotelli da Silva entregou sua carta de demissão ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na tarde de terça-feira (30). A exoneração já foi publicada na edição de hoje (1º) do Diário Oficial do Estado. O economista nem chegou a tomar posse depois que seu currículo passou a ser questionado pelas instituições onde ele afirmou feito doutorado e pós-doutorado. Seu mestrado também é alvo de investigação de plágio.

Após o anúncio da nomeação, o presidente postou nas  redes sociais que o escolhido para o MEC era “bacharel em Ciências Econômicas pela UERJ, Mestre pela FGV, Doutor pela Universidade de Rosário, Argentina, e pós-doutor pela Universidade de Wuppertal, na Alemanha”.

O estopim para a saída teria sido uma nota divulgada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) na noite desta segunda-feira (29), na qual a instituição nega que o economista tenha sido professor ou pesquisador na instituição, como consta em seu currículo.

O comunicado da FGV diz que Decotelli “atuou apenas nos cursos de educação continuada, nos programas de formação de executivos e não como professor de qualquer das escolas da Fundação”.

A cada questionamento sobre sua formação, possível Ministro atualizava o perfil, excluindo as informações contestadas.

Formações desmentidas

O  reitor da Universidade de Rosário, Franco Bartolacci, afirmou que Decotelli não havia concluído o doutorado lá. “Nos vemos na necessidade de esclarecer que Carlos Alberto Decotelli da Silva não obteve nenhuma titulação de doutor na Universidade Rosário mencionada nesta comunicação”, escreveu Bartolacci ao compartilhar o post de Bolsonaro no Twitter.

Logo depois, uma reportagem do UOL detalhou sua dissertação de mestrado, que apontava suspeita de plágio em sua dissertação de mestrado, apresentado em 2008 na Fundação Getúlio Vargas (FGV) do Rio de Janeiro. A universidade informou que vai apurar o caso.

A Universidade Wuppertal também negou que o economista tenha obtido título de pós-doutorado lá.

Carlos Decotelli, de 67 anos, é economista formado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), oficial da reserva de Segunda Classe da Marinha e ex-presidente do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).

Ele foi nomeado como o terceiro ministro da Educação de Bolsonaro para suceder a Abraham Weintraub, demitido por atacar o Supremo Tribunal Federal (STF) e causar desgaste entre os poderes.

A indicação de Decotelli foi da cúpula militar do governo, especificamente dos almirantes. Ele também contou com a benção do ministro da Economia, Paulo Guedes, de quem foi colega no Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (IBMEC).

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Kamila Tuenia
Jornalista potiguar em formação pela UFRN, repórter e assessora de comunicação.

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