DEMOCRACIA

Cervejaria Resistência lança Vanguarda com show de Pedro Mendes

A cervejaria Resistência Cervejas Artesanais lança neste sábado (15), a partir das 20h, a cerveja Vanguarda. O evento terá show do cantor e compositor Pedro Mendes. O couvert é R$ 7. A cervejaria resistência fica na Rua Cabo de São Roque, 8397, Ponta Negra, próximo ao restaurante Farofa Dágua.

Vanguarda é uma Rauchbier, um estilo de cerveja produzido a partir de malte defumado. O sabor característico lembra o de carne defumada. É uma especialidade de Bamberg, cidade da Alemanha que fica na região da Baviera.

De acordo com o cervejeiro Anderson Barra, a cerveja Vanguarda tem uma explicação histórica. “Na Resistência, a cerveja Vanguarda foi idealizada para homenagear a vitória do Exército Vermelho, naquela que ficou conhecida como a Batalha de Berlim, último capítulo da 2a Guerra Mundial no front europeu, que durou 17 dias (coincidentemente o número daquele que não se pode nominar) e que deixou o Terceiro Reich em chamas”, explica.

Lenda

Diz a lenda que essa cerveja surgiu depois que houve um incêndio em uma cervejaria e o malte armazenado foi contaminado por fumaça (fumaça em alemão: Rauch). O cervejeiro, muito pobre, vendeu mesmo assim a cerveja produzida com aquele malte e, ao contrário de suas expectativas, o produto caiu no paladar dos consumidores, de tal forma que ele continuou a produzir cerveja com malte previamente defumado.

As cervejas antigamente eram efetivamente Rauchbier. A razão disto está na produção do malte, que deve ser seco para a produção de cerveja. Além da secagem ao sol, que devido a condições climáticas não era possível em todas as regiões, usava-se também um processo semelhante àquele utilizado na produção de chá defumado mediante um forno a lenha aberto. Calor e fumaça fluíam pelos grãos (normalmente cevada) a serem malteados, retirando umidade e tornando o produto conservável.

Durante a industrialização novas técnicas foram desenvolvidas, com a utilização de técnicas de aquecimento baseadas em combustíveis fósseis, tais como carvão e óleo. Como estes procedimentos eram mais simples e baratos, ficando o produto a ser malteado livre do contato com a fumaça, substituíram progressivamente os antigos fornos a lenha.

 

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Rafael Duarte
Jornalista e autor da biografia "O homem da Feiticeira: A história de Carlos Alexandre"

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