OPINIÃO

Chacota: a família Faria e os deputados de oposição no RN com medo de Fátima Bezerra

No dia que o Brasil completou a triste marca de 500 mil vítimas fatais da Covid-19, Fábio Faria, hoje Ministro das Comunicações do governo genocida de Jair Bolsonaro, afirmou no twitter que não veríamos políticos, artistas ou jornalistas comemorando, isso mesmo co-me-mo-ran-do, os 18 milhões de infectados que não morreram. Resta saber se quando cai um avião, a desumanidade de Fábio Faria faz com que ele comemore os aviões que não caíram, ignorando o luto de quem perde um ente querido em uma tragédia.

A falta de noção, o desapreço pela vida, a crueldade que uma afirmação como essa representa com as milhões de famílias enlutadas pela perda de seus entes queridos para a Covid-19, foi um assunto que repercutiu nacionalmente. Fábio Faria envergonha o povo do Rio Grande do Norte ao assumir o papel de ministro de propaganda de um governo genocida, que deliberadamente se omitiu e continua omisso na agenda de enfrentamento à pandemia do novo coronavírus no Brasil.

Assim como o filho, o ex-governador Robinson Faria – que se encontra inelegível pela prática de crimes eleitorais – chocou o povo potiguar ao dizer em entrevista que há quem sinta saudades do tempo que ele estava na política. A falta de noção foi motivo e riso, afinal Robinson Faria deixou como sua maior marca como chefe do Poder Executivo, o atraso no pagamento das folhas salariais dos servidores públicos estaduais.

Essa bagunça está sendo organizada pela professora Fátima Bezerra, primeira governadora de origem popular em um Estado historicamente comandado por oligarquias, em todas as esferas de poder. De deputada estadual a deputada federal, senadora a governadora, Fátima Bezerra tem orgulhado os cidadãos potiguares pela sua competência, trabalho sério e compromisso com a vida.

Mas como nesse sistema de moer gente, ser uma boa gestora, pagar salários em dia, editar normas para conter a disseminação do coronavírus entre a população não agrada a todos. De forma inescrupulosa e irresponsável, os deputados da oposição na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte resolveram apresentar requerimento para abertura de CPI contra a gestão da pandemia no estado pelo governo Fátima.

O Pacto pela Vida encampado pela governadora foi referência nacional, cada medida restritiva adotada, foi pautada em evidências, nas recomendações do Comitê Científico e nas boas práticas apregoadas pela Organização Mundial de Saúde. Ser contra isso, abrir uma CPI com base em distorções ou factóides, demonstra que os subscritores Gustavo Carvalho (PSDB), José Dias(PSDB), Tomba Farias (PSDB), Kelps Lima(SDD), Cristiane Dantas(SDD), Subtenente Eliabe (SDD), Getúlio Rêgo (DEM), Coronel Azevedo (PSC), Nelter Queiroz (MDB) e Galeno Torquato (PSD) não tem compromisso com a verdade, mas tentam criar um fato político com base em interesses eleitorais para 2022, com medo da força de Fátima Bezerra para sua merecida reeleição.

 

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Aline Juliete
Aline Juliete de Abreu é advogada, Mestra pelo Programa de Pós-Graduação em Estudos Urbanos e Regionais (UFRN), feminista negra e ativista pelos direitos humanos

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