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Colapso na região Metropolitana sobrecarrega também região Oeste do RN após transferências de pacientes com covid-19

O Rio Grande do Norte passa por dificuldades no enfrentamento à pandemia, com 94% dos leitos críticos para covid-19 ocupados na manhã desta terça-feira (2). Com o colapso de leitos na região metropolitana de Natal e uma sequência de transferências para o interior do estado, todas as regiões têm oscilado próximo aos 90% de ocupação.

Na noite da segunda-feira (1º), a região Oeste chegou a 100% e hoje atinge 97,6%. Dias atrás, a região Metropolitana estava nessa situação, registrando agora 93,4%.

Nas duas últimas semanas, 35 pacientes foram transferidos para o interior do estado. Desde o dia 20 de fevereiro, 12 transferências aéreas foram realizadas pela Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap-RN), desde que a ocupação na região metropolitana ultrapassou a marca dos 80%.

Os municípios que receberam essas pessoas doentes foram Mossoró, Caicó, São Paulo do Potengi, Currais Novos e Pau dos Ferros nos últimos dias.

Catorze hospitais estão com as UTIs lotadas em todo o estado nesta manhã. Há 45 pacientes na lista de regulação e apenas 17 leitos críticos disponíveis. Já morreram nessa fila de espera para internação em UTI 459 potiguares.

Desde o início da pandemia, 167.429 pessoas se infectaram no RN. São 3.608 óbitos confirmados e 726 mortes suspeitas.

Para a diretora do Hospital Regional Tarcísio Maia, em Mossoró, Herbênia Ferreira, a política de fortalecimento das regionais de saúde e sobretudo a solidariedade entre elas tem sido essencial para o enfrentamento da pandemia no estado, mas alerta que a única solução ainda é seguir as medidas individuais de prevenção à doença.

“Os leitos de UTI são finitos. Se a população não entender a importância de assumir essa responsabilidade pelo seu cuidado individual e com os seus, fica difícil deixar apenas para o poder público criar leitos para arcar com essa demanda de contaminação de pacientes que precisam de atendimento hospitalar”, declara Herbênia.

“Precisamos alertar a população diuturnamente. Sem a adesão da população as medidas protetivas, a situação só tende a se agravar. Novas variantes em circulação com alto poder infectante já afeta jovens inclusive”, ressalta a assistente social.

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Isabela Santos
Isabela Santos é jornalista e repórter da agência Saiba Mais

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