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Com 1.262 vítimas em 24 horas, Brasil ultrapassa 31 mil mortes por covid-19

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Por redação do Brasil de Fato

O Ministério da Saúde divulgou nesta terça-feira que já foram registradas 31.199 mortes no Brasil por causa do coronavírus. Em 24 horas, foram 1.262 óbitos. O número total de infectados é agora de 555.383 pessoas, com mais de 28 mil confirmações entre segunda (1) e terça-feira (2).

Mais de quatro mil mortes seguem em investigação e 223.638 pessoas se recuperaram da doença.

São Paulo continua como o estado com mais infecções, com 118.295 casos. Na sequência estão Rio de Janeiro, que tem 56.732 casos e Ceará, com 53.073 infectados. Em coletiva de imprensa nesta terça-feira, secretário-executivo substituto do Ministério da Saúde, Élcio Franco, foi perguntado sobre a posição da pasta frente aos planos de abertura regionais, que vem sendo divulgados por governadores e prefeitos.

Ele afirmou que as regiões Norte e Nordeste vêm registrando incidência maior da doença, mas esse cenário deve se deslocar para o centro sul do país. Élcio disse ainda que os estudos mostram tendência de interiorização dos casos e que o ministério pretende atuar para auxiliar no transporte para as capitais de pacientes que não puderem se tratar nas cidades do interior.

Segundo o secretário substituto, a posição do Ministério é de que o poder público de cada localidade deve observar a realidade da região para definir as ações.

“Essa flexibilização ou não das medidas ocorrem de acordo com a realidade local, com aspectos socioeconômicos e culturais e que tem que ser verificados não isoladamente, considerando a evolução da curva epidemiológica, a capacidade de resposta da estrutura de saúde, e a dinâmica da economia e da cultura daquela região, para que sejam implementadas medidas mais ou menos restritivas. A posição do ministério é a mesma que já foi definida e pacificada pelo Supremo Tribunal Federal de que cabe aos gestores municipais e estaduais a implementação dessas medidas”

Élcio também foi questionado sobre a não definição de um novo ministro da saúde e de secretários da pasta, desde a demissão de Nelson Teich, há mais de duas semanas. Segundo ele, “Todas as funções do ministério têm nomeados eventuais substitutos. Isso não faz a máquina parar.” Ele afirmou que as futuras nomeações estão em “fase de entrevista”

Opas Alerta

Em sessão virtual nesta terça-feira (2), o diretor de doenças infecciosas da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), Marcos Espinal, ressaltou preocupação com o crescimento no número de cidades que registram a doença. Entre os dias 11 e 25 o índice aumentou em 170%. Segundo ele, as medidas de mitigação devem continuar sendo implementadas.

“É muito difícil afirmar que isso vai retroceder nas próximas semanas. Elas  serão cruciais para o Brasil. Vai depender de como se implemente o pacote de medidas no país”.

Ainda de acordo com Espinal, o número de testes realizados no Brasil ainda não é suficiente. O número de exames a cada 100 mil habitantes está abaixo de 500. Em outros países da região a quantidade de testes aplicados está acima de 2.500 a cada 100 mil pessoas.

No mesmo evento, a diretora da Organização Pan Americana da Saúde (Opas), Carissa Etienne, fez um alerta sobre a possibilidade de uma segunda onda de contaminações frente à flexibilização do isolamento.

“Muitos lugares que viveram durante dois meses as ordens de permanecer em casa agora pensam abrir. Devemos ser cuidadosos. Meu conselho é que não abram rápido demais. Há o risco de uma reemergência da covid-19, que poderia apagar todas as vantagens que conseguimos nos últimos meses. Considerem um enfoque geográfico para o fechamento e abertura, baseados na transmissão”.

Segundo dados da Organização, já foram registrados quase 3 milhões de casos nas Américas. Dos mais de 730 mil casos registrados na semana passada, por exemplo, 250 mil estão em países latino-americanos.

“Somos uma região com grupos com muito risco de contrair a doença e morrer: os indígenas, os migrantes e as pessoas com outras doenças não transmissíveis. É uma região com sistemas de saúde pública subfinanciados e frágeis.”

 

 

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