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Com mais de três mil mortes por covid-19, Rio Grande do Norte registra seis óbitos nas últimas 24 horas

O Rio Grande do Norte ultrapassou as três mil mortes causadas pela covid-19. São 3.010 óbitos, sendo seis registrados só nas últimas 24 horas. As mortes ocorreram nas cidades de Mossoró (1), Brejinho (1), Parnamirim (1), São Fernando (1) e em Natal (2). O estado tem, ainda, 119.186 casos confirmados e outros 58.855 casos suspeitos da doença, além de 475 mortes sendo investigadas.

Os dados da Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap) são referentes ao domingo (3) e foram divulgados depois das festas de passagem de ano. No entanto, ainda não refletem os números que podem resultar das aglomerações vistas no Natal e, principalmente, no réveillon. As imagens das multidões sem máscara comemorando a passagem de ano em São Miguel do Gostoso e Pipa chamaram a atenção do país inteiro e foram parar até em matéria do Fantástico.

As festas públicas foram suspensas nos municípios potiguares, mas as provadas foram autorizadas, desde que os organizadores e participantes seguissem protocolos de segurança. Mas, não foi isso que foi visto. A reportagem que foi ao ar no Fantástico destaca que até foram exigidos testes RT- PCR dos participantes, mas que é possível ter feito o teste até 72 horas antes do evento, ter tido um resultado negativo, mas se contaminar depois e levar a doença aos demais participantes do evento. O mesmo vale para os testes de anticorpos, que têm alto índice de falso positivo/ negativo.

Pipa e São Miguel do Gostoso são destinos turísticos que atraem gente do país inteiro. As festas nesses locais já tinham sido alvo de ações do Ministério Público. O juiz da comarca de Goianinha, Witemburgo Gonçalves, chegou a suspender o evento em Pipa e o MP recomendou que outros 26 municípios também evitassem festas de réveillon. No entanto, em 28 de dezembro o procurador da República Kleber Martins, determinou o arquivamento dos pedidos de cancelamento do réveillon nas praias de Pipa e São Miguel do Gostoso, no litoral potiguar, com a justificativa de que o Ministério Público Estadual já estava com o caso. Em matéria anterior da Agência Saiba Mais, moradores de Sagi, em Baía Formosa, já denunciavam o réveillon na cidade por medo do aumento de casos de covid-19 e falta de estrutura do município para dar conta dos pacientes.

Natal e a ivermectina

Apesar da promessa de prevenir ou diminuir o efeito da covid-19 e do gasto com a aquisição de Ivermectina para distribuição em massa à população, o prefeito de Natal, Álvaro Dias (PSDB), que é médico, não conseguiu frear a propagação da doença na capital. Só a cidade de Natal tem 34.449 casos de covid-19 e 1.205 mortes confirmadas pela doença. Outros 140 óbitos ainda estão sob investigação.

Não há dados sobre o gasto do município para aquisição dos comprimidos de ivermectina que, até hoje, não teve sua eficácia científica comprovada. O remédio é um vermífugo, usado para tratar piolhos e lombriga, por exemplo. Ele vem sendo defendido como medida profilática pelo prefeito de Natal, Álvaro Dias, pelo Comitê Científico do município, além de alguns profissionais médicos.

Em julho o Departamento de Infectologia da UFRN chegou a emitir uma carta pública depois de análise da literatura médica afirmando que não havia justificativa para o uso de qualquer fármaco para evitar a infecção ou diminuir o impacto da covid-19 no organismo.

Até o momento, segundo levantamento feito pelo Sindicato dos Médicos no Rio Grande do Norte (Sinmed-RN), 17 médicos morreram no estado do Rio Grande do Norte em decorrência da covid-19.

 

Vídeo da festa privada de réveillon em São Miguel do Gosto I Imagens: reprodução internet

 

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