OPINIÃO

Com o mandrião, não verás país nenhum

Senador Oto Alencar: “(…) O senhor sabe as duas fases da doença (COVID-19)? “

Marcellus Campelo: “(…)sim…sim…a fase inicial e a fase inflamatória… “

 Senador Oto Alencar: “fase inicial? Não sabe, não sabe…como é que pode ele ser secretário de Saúde de Manaus (Amazonas), na crise sanitária que aconteceu? Como é que você pega, toma a decisão de assumir um cargo que mexe com a vida das pessoas, que preserva a vida das pessoas, se for feito corretamente (referindo-se ao combate correto da pandemia) …. e que deixa morrer quando é feito incorretamente. Sinceramente, não sei qual é a cabeça de uma pessoa que assume prá fazer uma coisa, que não tem competência para fazê-la. É um absurdo!”

Extraí apenas esse trecho do depoimento de sete horas, feito na terça (15) pelo ex-secretário de Saúde de Amazonas, Marcelus Campello, um jovem engenheiro, ex-assessor da Secretaria Municipal de Administração de Manaus, que passou pela Comissão de Licitação da Secretaria Municipal de Infraestrutura de Manaus, e chegou a comandar a Secretaria Executiva de Secretaria de Obras do Amazonas em duas ocasiões (2015-17 e 2019-20), foi alçado à condição de secretário de Saúde do Amazonas, depois do início da pandemia, substituindo Simone Papaiz, acusado de superfaturamento na compra de respiradores, isso já em junho do ano passado e “conduziu” a catastrófica e criminosa ação do ministério da Saúde naquele estado, gerando milhares de morte e sequelas que o futuro ainda vai mostrar. Aliás, Campelo foi preso recentemente, acusado de organização criminosa, fraude licitatória e desvio de recursos públicos, tendo sido solto dias depois.

Campelo, um peixe pequeno nesse monumental esquema sanguinário de corrupção e desprezo pela vida, comandada e articulada diretamente pelo responsável direto de todo esse esquema e que tem o cargo de Chefe de Estado da República Federativa do Brasil, revela o quanto a democracia mambembe que está instalada nesse país desde a redemocratização, acabou por produzir essa anomalia fascista, que hoje destrói como um ciclone, todas as estruturas do Estado brasileiro, desmontando tudo que ele e sua horda encara como “perigo”, recheando o ministério com desqualificados, bisonhos e marginais e jogando o país num verdadeiro inferno, pois condenou quase QUINHENTOS MIL braZileiros à morte e está gerando, a todo vapor, milhões de pessoas sequeladas, que certamente farão aumentar a pressão dos custos do sistema de saúde pública, outro alvo do fascismo mequetrefe.

A “CPI da COVID” está permitindo aos braZileiros conhecer os bastidores desse governo criminoso. É um desfile de pessoas que não tem nenhuma empatia pelo sofrimento e morte das pessoas; um bando de puxas-saco inconsequentes, movidos pelo negacionismo; incompetentes desqualificados e mentirosos infames, que daria, com um bom roteirista, um bom filme de terror, daqueles cujo tema é o “apocalipse zumbi”.

O mais grave, entretanto, é ver que temos, ainda, uma parcela relevante da população que se uniu, de corpo e alma, à essa visão de mundo monstruosa, que banalizou as mortes pela pandemia ou pior, que as coloca como consequências de falhas de terceiros (governadores e prefeitos) e não por omissão e sabotagem do Mandrião. Essas pessoas, que perderam a vergonha de se mostrarem o que sempre foram, imbecis, ressentidos e recalcados, estão nas redes sociais e no nosso dia a dia, rebatendo todos os fatos e elementos que mostram claramente a culpa de Bolsonaro e sua caterva, na nossa hecatombe.

O BraZil não merecia isso. Estava, com todas as dificuldades, galgando postos de relevância na economia mundial; os pobres estavam recebendo as oportunidades para que pudessem exercer sua cidadania; a educação e a saúde estavam melhorando e havia ESPERANÇA. Hoje o BraZil virou uma baderna econômica e um país em que o pobre voltou ao “seu lugar”, de acordo com segmentos putrefatos da classe média, e tudo isso graças a um governo iníquo, que já vinha empurrando o país ladeira abaixo. Com a pandemia, o governo resolveu empurrar o pobre abismo adentro. Nunca se viu um governo com tanto ódio e tanta “canalhice administrativa”.

O BraZil só respirará quando esse elemento deixar a presidência e sua caterva voltar para as cavernas da ignorância, de onde nunca deviam ter saído. Isso só será possível com a união de todos e todas; Sem mais e nem menos.

 

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