DEMOCRACIA

Comitê científico do RN recomenda restrições para eventos com grande aglomeração

O comitê científico do Rio Grande do Norte recomendou na segunda-feira, 10, novas restrições para eventos com grande aglomeração. Os especialistas consideraram as medidas necessárias por causa do aumento de casos de covid-19 e de gripe após os eventos de final de ano.

Atualmente, os eventos estão liberados com 100% de capacidade do público, com a obrigatoriedade do passaporte vacinal.

Segundo Ricardo Valentim, diretor do Laboratório de Inovação Tecnológica em Saúde da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e participante do comitê, a principal preocupação do comitê é a circulação de dois vírus em um mesmo momento. “Apesar de não estar se refletindo na ocupação de leitos, existe um aumento alto de atendimentos em ambulatórios que precisa ser considerado”, disse.

O governo vai avaliar as recomendações e tomar uma decisão a respeito das novas restrições nesta quinta-feira, 13, com possível atualização das medidas restritivas. Com o aumento dos casos de covid-19 no Brasil desde o ano novo, ao menos 9 Estados já decretaram novas medidas. No Nordeste, elas já foram decretadas por Bahia, Pernambuco, Ceará, Piauí e Paraíba.

Em linhas gerais, esses decretos diminuem a capacidade máxima de público de grandes eventos e expande a exigência do passaporte de vacina para lugares como bares e restaurantes.

Na manhã desta quinta-feira, o Rio Grande do Norte apontava uma ocupação de quase 50% dos leitos de UTI, sendo 34% com pacientes de covid e 14,5% com pacientes de síndromes gripais – atribuídas à Influenza, mas a Secretaria de Estado de Saúde Pública não realiza a notificação por esse vírus.

Nos leitos de enfermaria, para casos menos graves, a ocupação não-covid é maior do que os casos positivos da doença causada pelo coronavírus. De acordo com o Regula RN, 25 pessoas estão internadas com outras síndromes gripais e 14, com covid.

A presença da Influenza mais intensa tem sido observada no estado desde dezembro do ano passado. No Brasil, diversas cidades registram surtos do vírus e pressão sobre a rede de saúde.

Segundo Ricardo Valentim, os surtos do vírus estão atribuídos a três fatores: nova cepa em circulação, baixa cobertura da vacina de gripe e relaxamento das medidas de prevenção, como o uso de máscara. “Esses fatores facilitam que outros vírus respiratórios voltem a circular com mais intensidade”, explicou.

 

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