CIDADANIA

Protetores de ruas: grupo de voluntários distribui kits e divulga informações sobre a pandemia na periferia de Natal

Comunitários contra a Covid

Em 24 março de 2020, com o início da pandemia de Covid-19 no Brasil, um grupo de voluntários foi formado na Zona Norte de Natal com o objetivo de ajudar a população mais carente nos cuidados com a doença. Agora, o Comunitários contra a Covid (CCCPotiguar) chega ao primeiro ano de existência, com 30 participantes que atuam diretamente na entrega de materiais de proteção e divulgando informações importantes para reduzir a contaminação nos locais menos assistidos pelo poder público.

Ao entrar para a iniciativa, cada participante torna-se um “Protetor de Rua”, ficando responsável por receber as demandas das famílias de determinado perímetro do bairro. Atualmente, cerca de 60 ruas são cobertas por 30 voluntários divididos entre os bairros Vale Dourado, Jardim Progresso, Lagoa Azul, Planalto, Felipe Camarão e Cidade Nova.

Segundo o sargento da Polícia Militar e coordenador do grupo Jefferson Lúcio, também há participação de pessoas do bairro de Lagoa Nova, na Zona Sul de Natal

Máscaras de proteção, álcool 70%, e cestas básicas são os principais materiais distribuídos. Os participantes também fazem visitas pela cidade e promovem formações sobre medidas sanitárias de prevenção ao coronavírus.

 


“Em Jardim Progresso, por exemplo, a gente tem doze voluntários, então eles tomam conta de, mais ou menos, vinte e quatro ruas. Temos mais seis voluntários de Cidade Nova, que tomam conta de 12 ruas, uma delas com cinquenta casas, que é mais ou menos o ideal para dar conta. Então, é mais ou menos essa média, sabe?”, conta Jefferson sobre a distribuição do grupo.

A relevância do trabalho de conscientização levou o grupo a apresentar o exemplo, realizar formações e entregas em outras 17 cidades do Estado, como Almino Afonso, Frutuoso Gomes, Serrinha dos Pintos, Rodolfo Fernandes, Mossoró, e Caicó. Além disso, os voluntários também atuam com comunidades tradicionais ciganas e em assentamentos do Movimento de Trabalhadores Sem Terra (MST).

“O grupo tem um caráter educativo e isso muitas vezes chama atenção para tentar sensibilizar aquelas pessoas, aquela comunidade que está alheia aos cuidados e as prevenções necessárias a Covid-19”, explica o coordenador.

Agora, o CCCPotiguar também realiza formações para mobilização de novos grupos. Para isso, participam de uma formação com a metodologia dos Agentes Populares de Saúde, estratégia que surgiu em Recife com a colaboração da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), UFPE, Armazém do Campo e outras instituições.

Pedido de doações

Até a manhã desta quinta-feira, 4, o estado do Rio Grande do Norte já apresentava mais de 93% de taxa de ocupação dos leitos críticos para casos graves de Covid-19. Com o agravamento da taxa de contaminação da doença que tem sido verificado desde o início do ano, o CCCPotiguar também tem apelado por doações de materiais a serem distribuídos entre as famílias mais pobres.

“Têm surgido muito pedido de máscara. Os protetores me reportam que as pessoas estão pedindo uma máscara, pois, às vezes, [as pessoas] precisam pegar um ônibus, ir ao supermercado e não tem [a máscara]”, destaca Jefferson.

Nesta sexta-feira (5), a governadora Fátima Bezerra (PT) determinou novas medidas restritivas, como a ampliação do toque de recolher, entre 20h e 6h e a proibição de circulação de pessoas no domingo.

Jefferson Lúcio lembra que havia um programa do governo estadual destinado a doações desse tipo de equipamento básico, o RN Mais Protegido, mas o coordenador se preocupa em como conseguir esses equipamentos básicos enquanto o programa não for retomado.

Por isso, o grupo solicita doações de máscaras e demais materiais de proteção e higiene contra a Covid-19 por meio do Instagram: @cccpotiguar.

 

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