CIDADANIA

Conselho global de energia eólica elogia política energética do governo Lula

Durante a abertura do principal evento da indústria eólica nacional, o Brazil Windpower, nesta tarde no Rio de Janeiro, o presidente do Conselho Global de Energia Eolica (GWEC), Steve Sawyer, destacou a importância da realização dos leilões federais para a consolidação do setor ao longo de uma década, no Brasil.

“Observávamos com grande apreensão a adoção de leilões em vários países quando o Governo anunciou que iria adotar esta modalidade a partir de 2009, para a energia eólica. Mas o Brasil construiu um modelo de leilões inédito e bem concebido, que acabou sendo o responsável pelo grande e rápido crescimento desta indústria no País”, afirmou o executivo diante de líderes empresariais e do atual ministro de Minas e Energia, Wellington Moreira Franco.

O modelo de leilões reversos foi concebido durante o governo do Presidente Lula, e implementado pela então ministra do setor, Dilma Rousseff. Este mesmo modelo foi posteriormente adotado por vários países, corrigindo defeitos de seus formatos anteriores.

Graças aos leilões federais, o Brasil conseguiu inserir a fonte eólica na matriz de geração elétrica brasileira em 2009, sem recorrer ao subsídio tarifário direto e de forma a dar condições firmes para o estabelecimento de um indústria local de equipamentos e serviços.

Hoje, o Brasil já ocupa a oitava posição no ranking global de países, quanto à geração de energia eólica, e o Nordeste concentra mais de 84% das instalações e turbinas.

O mesmo sistema de leilões federais também abrange a fonte solar, desde 2014, por iniciativa da então Presidente Dilma.

RN lidera

O Rio Grande do Norte lidera o ranking nacional de capacidade de energia instalada e também o número de parques eólicos nos Estados. Ao todo, são 137 parques com uma capacidade somada de 3.722,45 mega watts de potência de energia. Em seguida aparece a Bahia, com 111 parques e 2.907,64 MW de potência e o Ceará, que já conta com 80 parques e 2.049,86 MW.

No dia 23 de julho, 72% da energia consumida no subsistema Nordeste veio das eólicas.

O Brasil possui hoje 13,4 giga watts de capacidade instalada.

 

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Rafael Duarte
Jornalista e autor da biografia "O homem da Feiticeira: A história de Carlos Alexandre"

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