CIDADANIA

Corpo de Bombeiros do RN nega afastamento em curso de formação a militares diagnosticados com covid-19

Desde o dia 5 de dezembro de 2020, militares do Corpo de Bombeiros participam de um processo obrigatório de formação presencial que reúne 29 alunos. Estes, devem cumprir 90% da carga horária, com possibilidade de abono em até 50% das faltas, de acordo com o regulamento interno. Dessa forma, caso apresentem sintomas da Covid-19, os alunos não poderão se afastar da formação sob o risco de serem reprovados. 

Desde o início do curso, a Associação dos Bombeiros Militares do Rio Grande do Norte (ABMRN) vem solicitando ao CBMRN que o formato das aulas seja orientado por protocolos sanitários adequados à situação de pandemia. Somente nesta segunda-feira, 25, a entidade foi recebida e foram acertadas mudanças.

De acordo com o Sargento Rodrigo Maribondo, Presidente da ABMRN, quatro pontos foram acordados: o primeiro trata sobre a realização das disciplinas teóricas no formato de ensino à distância; o segundo aspecto é a flexibilização do regulamento interno do Centro Superior de Formação e Aperfeiçoamento, dando margem para que pessoas com suspeita ou confirmação da doença possam se afastar sem serem, por isso, reprovadas no curso; o terceiro ponto trata sobre os parâmetros de realização do teste de aptidão física e, finalmente, o quarto aspecto é quanto a realização de testagem em massa dos alunos de forma preventiva.

Aparentemente, a situação está sendo contornada. Está diminuindo o tempo de aglomeração dos alunos que estão no curso, já que tem a disciplina EAD, e não vai penalizar aqueles que por ventura se afastaram ou venham se afastar por conta do covid-19”, celebra Maribondo.

O Sargento espera que as medidas sejam colocadas em prática já nesta semana.

Pelo menos cinco bombeiros militares apresentaram sintomas de contaminação por coronavírus e um outro desistiu da formação obrigatória por apresentar comorbidades. Segundo Maribondo, o acordo também prevê que esses militares não sofram maiores sanções e tenham os casos avaliados.

“A pandemia impõe protocolarmente um afastamento de 14 dias. Foi feito um requerimento, pedido de informações, por parte dos alunos, questionando para o caso de um deles ser afastado em caso de Covid, se seria reprovado. Ao que a resposta formalizada foi de que, seguindo o regulamento do CSFA, o aluno poderia sim ser reprovado em decorrência da contaminação por coronavírus”.

Rodrigo Maribondo, presidente do ABNRN

A formação presencial estava prevista para durar quatro meses, mas com a transferência das aulas teóricas para o formato não-presencial, o curso deve ser adiantado. Os militares alunos do curso estavam participando das aulas todos os dias da semana, no horário de 6h30 às 19h, com carga-horária total de 580 horas. 

A agência Saiba Mais procurou, via assessoria, o Corpo de Bombeiros Militares do Rio Grande do Norte para comentar o assunto, mas não obteve resposta até o fechamento desta matéria.

 

 

 

 

 

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