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Covid-19: Quase cinco mil pessoas que tomaram a D2 em Natal não têm registro da D1

Das 73.745 pessoas que receberam a segunda dose (D2) da vacina de Oxford ou Coronavac contra covid-19 em Natal, 4.728 estão sem o registro da primeira dose (D1). O levantamento foi feito pelo Laboratório em Inovação Tecnológica em Saúde da UFRN (Lais/ UFRN), à pedido da agência Saiba Mais, com dados relativos até esta quarta (9).

Além disso, 1.280 cidadãos que tomaram D1 em outros municípios, tiveram a D2 registrada em Natal. A equipe de reportagem procurou a Secretaria Municipal de Saúde para saber sobre o possível problema para preenchimento da plataforma RN + Vacina, mas nos foi passada apenas a orientação para procurarmos o site da Prefeitura de Natal, no tópico dedicado à vacinação, para pedir agilidade no preenchimento dos dados na aba de “Perguntas Frequentes”, que traz o seguinte texto:

Até o momento, a faixa etária entre 60 e 69 anos é a que apresenta o menor índice de segunda dose aplicada. A maioria, é de pessoas que receberam a vacina de Oxford e, por causa do maior intervalo entre as doses, ainda podem estar dentro do prazo para vacinação. Do grupo entre 60 e 69 anos, 28.947 pessoas receberam a primeira dose da Coronavac e 26.424 também receberam a segunda. Outras 28.906 receberam a 1ª dose do imunizante da Oxford e apenas 1.133 receberam a segunda. Dessa forma, a taxa de conclusão do ciclo de imunização fica em torno dos 47% para esse grupo.

À medida que a faixa etária aumenta para idosos entre 70 e 79 anos, a média de aplicação das doses das vacinas aumenta: 33.907 receberam a 1ª dose da Coronavac na capital potiguar e 30.937, a segunda. São 1.841 pessoas que receberam a 1ª dose de Oxford e 443 que também receberam a 2ª. Apenas 29 pessoas foram imunizadas com a 1ª dose da Pfizer, o que resulta numa média de 87% das pessoas com o esquema vacinal concluído.

Já entre as pessoas de 80 aos 89 anos, a média de vacinação concluída cai para 75%: 7.786 receberam a D1 e 7.028 a D2 da Coronavac. No caso da vacina de Oxford, 7.392 receberam a D1, 4.417 a D2 e apenas seis idosos foram vacinados com a Pfizer.

Por último, no grupo de pessoas com 90 ou mais, a taxa de conclusão do esquema vacinal volta a subir para os 85%: são 3.630 idosos que receberam a D1 e 3.219 com a D2 em dia. Outros 285 idosos receberam a D1 do imunizante da Oxford e 144 concluíram a vacinação com a D2. Apenas duas pessoas na faixa dos 90 anos ou mais se vacinaram com a 1ª dose da Pfizer.

No caso da Coronavac, o intervalo entre as duas doses da vacina é de 28 dias, enquanto a vacina de Oxford exige um intervalo de três meses entre a D1 e a D2. Já a Pfizer recomenda um intervalo de 21 dias entre as duas doses, mas o Brasil tem feito a segunda aplicação num intervalo de três meses.

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