CIDADANIA

Deputada propõe participação da sociedade no modelo de gestão do hospital da Mulher

De acordo com dados da secretaria de Estado da Saúde Pública, nos últimos 10 anos, mais de 65 mil mulheres tiveram seus filhos em Mossoró, vindas de 105 municípios diferentes do Rio Grande do Norte.

Só esses números já justificam a necessidade urgente da construção do Hospital da Mulher, uma das principais obras em execução pelo Governo do Estado. A unidade está orçada em R$ 104 milhões e é financiada pelo Banco Mundial, por meio do projeto Governo Cidadão.

Além da conclusão da obra, ainda sem prazo, outra preocupação é com a gestão do futuro hospital. Para debater o modelo de funcionamento da unidade voltada para as mulheres, a deputada estadual Isolda Dantas (PT) promoveu uma audiência pública, em Mossoró, com gestores do Estado e de prefeituras da região, parlamentares, médicos e a população que será usuária do serviço. O evento foi realizado na Câmara Municipal de Mossoró.

A ideia da parlamentar do PT é incluir a sociedade no debate sobre o modelo de funcionamento da unidade:

“É fundamental discutir a saúde com a população para que haja um entendimento de como funciona. Nos propomos a fazer este debate hoje e seguir dialogando e contribuindo neste processo porque sabemos a importância desta obra para a saúde do Estado. Nos comprometemos de em novembro realizar nova audiência para apresentar um modelo de gestão junto com os gestores, com a presença de mais vereadores e prefeituras da região a fim de que a gestão do Hospital da Mulher seja pactuada, sustentável e transparente”, pontuou a deputada.

O secretário adjunto da Secretaria Estadual de Saúde (SESAP), Petrônio Spinelli, destacou a importância do debate sobre o modelo de gestão do Hospital da Mulher e levantou os desafios de pensar “o papel desse equipamento para a região, a sustentabilidade dessa unidade e o modelo de gestão que será implantado”, disse.

A vice-presidente do Comitê de Mortalidade Materna, Luzia Bessa trouxe preocupações como a EC 95, do governo Temer, que congela os investimentos na saúde e educação, afetando diretamente o funcionamento do Sistema Único de Saúde (SUS); a reforma da previdência que estará ligada ao empobrecimento e adoecimento da população e a necessidade de uma regionalização da saúde no Estado.

Durante a audiência, o reitor da UERN Pedro Fernandes lembrou que o terreno onde o hospital está sendo construído foi doado pela universidade estadual e que a unidade deve funcionar como campo de estágio nas áreas de saúde e afins.

A expectativa do Governo é de que, quando o hospital da Mulher passar a funcionar, 450 mil mulheres de 14 municípios da região serão atendidas por ano na unidade.

A unidade hospitalar deve ofertar 118 leitos em setores como observação no pronto-socorro, internação, suporte para mulheres vítimas de violência, leitos de unidade de terapia intensiva e cuidados intermediários, além de unidades funcionais para centro obstétrico.

 

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