DEMOCRACIA

Dallagnol e Moro tiveram jantar com ministro do STF Roberto Barroso

Novos diálogos da Vaza Jato, divulgados nesta terça-feira (16) pelo jornalista Reinaldo Azevedo, envolvem mais um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) na teia entre procuradores federais e o então juiz Sérgio Moro no âmbito das investigações da Lava Jato.

Os diálogos, ocorridos em 3 de agosto de 2016, mostram Moro e o chefe da Lava Jato, Deltan Dallagnol, conversando sobre um jantar na casa de Barroso, no Rio de Janeiro, após palestra que o ministro do Supremo daria sobre combate à corrupção.

“Está confirmado o jantar com Barroso?”, pergunta Moro. “Ele acabou de confirmar”, responde Deltan.

Na sequência, o procurador informa a Moro que mandou detalhes do evento por e-mail. E completa: “Lembrando que ele [Barroso] é carioca. Talvez tenha convidado e não passe o endereço [de casa]. Kkkk”.

O temor, porém, era infundado. Na sequência, mensagem do próprio Barroso circula no grupo: “Caros Deltan, Moro, Oscar, Caio, Mário e Susana. Tereza [mulher de barroso] e eu termos o imenso prazer em recebê-los para um pequeno coquetel/jantar em nossa casa no dia 9 de agosto”, escreveu o ministro, passando o endereço e o telefone

Ele ainda sugere aos convidados que compareçam de “traje casual”, diz que a presença no jantar é limitada e pede “máxima discrição”, por tratar-se de evento “reservado e privado”.

Esse é o terceiro ministro do STF que aparece nas conversas que vêm sendo divulgadas desde 9 de junho pelo site The Intercept Brasil, pelo jornal Folha de S.Paulo, pela revista Veja e no programa de Azevedo. Os outros foram Luiz Fux e Edson Fachin.

No programa de rádio, Azevedo lembrou que em todos os casos, os movimentos em direção do STF foram feitos por Dallagnol, a quem o jornalista chamou de “garotinho buliçoso” e “pessoa insinuante que se espraia pelas dobras”.

Entretenimento

Os diálogos revelados terça-feira também mostram Moro e Dallagnol falando sobre sua segunda participação, em poucos meses, no programa de entrevista de Jô Soares.

Diz o procurador para o juiz: “Ele quer que você vá. Seria bacana. Só não sei o time. Da vez anterior, eu fui mais no conteúdo, nessa vez, tentei mesclar conteúdo com entretenimento”.

*Por Brasil de Fato

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Pedro Torres
Pesquisador e jornalista com foco em direitos humanos, política e tecnologia baseado em Natal/RN. CONTATO: pedrohtorres@outlook.com

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