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Direito à cidade em debate no Memorial Câmara Cascudo

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“A resistência movimenta a cidade”. Esse é o tema da atividade que será realizada nesta quinta-feira (7), às 17h, no Memorial Câmara Cascudo. O debate é uma iniciativa da deputada estadual Isolda Dantas (PT) para ampliar as discussões sobre o Plano Diretor de Natal e sobre o direito à cidade.

Para a deputada, o debate se insere num contexto onde grandes problemas como especulação imobiliária, violência, ódio e retirada de direitos passam a afetar o cidadão cada vez mais. “Discutir o direito à cidade é uma forma de estar cada vez mais comprometido com a resistência daqueles e daquelas que mais precisam garantir oportunidades e condições de vida”, explica Isolda Dantas.

O debate acontecerá no momento em que muitas cidades estão discutindo seus planos diretores. A ideia é tratar deste tema mas também fazer uma ampla discussão sobre cidade para quê e para quem e de que forma se pode reagir aos efeitos dos avanços da política neoliberal sobre os direitos.

IMAGEM: Reprodução

De acordo com Brisa Bracchi, militante da Marcha Mundial das Mulheres (MMM), o debate sobre a cidade é essencial para garantir e fortalecer o direito de existência e moradia da própria população. “Estamos no processo de revisão do plano diretor das cidades, se não nos apropriarmos desse debate, quem o fará será somente os representantes dos interesses imobiliários e privados”, defende.

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“Precisamos defender os interesses sociais e caminhar na construção de uma cidade para todos e todas, respeitando a natureza, as populações locais e a história de cada lugar”, explica Brisa, estudante de História da Universidade Federal do Rio Grande do Norte.

O processo de revisão do Plano Diretor é uma das bandeiras que estão em pauta no debate de hoje. Para Brisa, muitas posições arbitrárias estão sendo direcionadas por parte da Prefeitura do Natal, especialmente em relação à fragilidade na construção de um processo realmente participativo.

“Sabemos que tudo isso é uma estratégia para que no fim, as alterações propostas pelo setor imobiliário possam passar, trazendo consequências como a verticalização da orla. Chamam a população de “minoria barulhenta” porque estamos questionando e colocando em alto e bom som que precisam ouvir e considerar aqueles e aquelas que vivem em cada território”, explica Brisa, que fará parte do debate como representante da MMM.

O Fórum de Direito à Cidade, a Marcha Mundial das Mulheres, o Sinsenat e o ex-vereador Hugo Manso também fazem parte da roda de conversa. A atividade será realizada às 17h, no Memorial Câmara Cascudo, na Praça André de Albuquerque, localizada no bairro Cidade Alta.

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Pedro Torres
Pesquisador e jornalista com foco em direitos humanos, política e tecnologia baseado em Natal/RN. CONTATO: pedrohtorres@outlook.com

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