OPINIÃO

Direito à vida e vida com direitos

Dia 16/03, terça-feira, participei do lançamento da Campanha Educacional Salarial coordenada pelo Sindicato dos/as Trabalhadores/as em Educação do RN- SINTE/RN cujo tema é Direito à Vida e Vida com Direitos. Muito oportuno para convocar o debate junto aos profissionais da educação e toda a população potiguar sobre a importância de priorizar o cuidado com a vida e as condições de sobrevivência para todos/as. Estamos diante de um cenário catastrófico onde aumenta a cada dia a necessidade de atender a população, mesmo com recursos escassos e condições desfavoráveis. Constata-se um colapso na saúde pública do RN e os hospitais privados também não conseguem atender a demanda. Situação que se espraia por todo o país. As famílias entram em desespero por não terem como socorrer seus familiares e buscar alternativas que amenizem seus sofrimentos.

Mediante o enfrentamento de tantas dificuldades, o SUS tem atendido a maior parte da população, e a governadora Fátima Bezerra não mede esforços para ampliar leitos e contratar equipes da área da saúde para responder a esse desafio. Porém, outras ações precisam ser efetivadas e o governo do RN demonstra firmeza ao tomar medidas que dificultem a disseminação do vírus a exemplo das que foram tomadas recentemente as quais necessitam de apoio do povo do nosso estado que perde diariamente familiares vitimados pela COVID19. Cabe registrar aqui, o aprofundamento da crise socioeconômica e muita gente passa fome nas ruas da capital, nas demais cidades do interior, a população do campo, quilombolas, indígenas dentre outros segmentos.

Desde o início da pandemia, o governo Bolsonaro nega a Ciência, despreza a vida e não gerencia a maior crise humanitária que ora vivenciamos. Também não faz qualquer gesto para assegurar as condições de sobrevivência aos mais vulneráveis e somente foi disponibilizado um Auxílio Emergencial porque a oposição se movimentou no Congresso e conseguiu aprovar. No entanto, o socorro emergencial foi suspenso e só agora voltou a ser pautado, mas com um valor bem reduzido e em troca do arrocho salarial e adoção de uma política de desvalorização dos/as servidores/as e serviços públicos. Para aprovar o desmanche dos serviços públicos e o congelamento salarial, o governo federal incluiu na PEC 186/2019 o debate sobre ajuste fiscal. Ora, o ajuste só pode ser feito mediante sacrifício dos mais desassistidos? Outras vezes, reformas foram feitas nesse governo e no governo Temer no mesmo tom de enganar a população. Quais são as consequências? Desemprego crescente, trabalho precarizado, incertezas em relação a aposentadoria, empobrecimento da população, a alta de preços dos alimentos, aumento exorbitante dos combustíveis e falta de políticas públicas para socorrer quem mais precisa.

Outra vertente, não menos importante, é a necessidade de se ampliar a luta por VacinaJá para toda a população. É de conhecimento do povo brasileiro que não foi providenciado um Plano Nacional de Vacinação com antecedência e a compra de imunizantes sob a coordenação do Ministério da Saúde, justamente porque não havia reconhecimento por parte da esfera federal de que a vacina é o principal mecanismo de combate ao coronavírus. O negacionismo tem prevalecido em detrimento do cuidado e a valorização da vida como direito fundamental do ser humano. Enquanto isso, aqui no RN e demais estados do país, governadores/as e grande parte de prefeitos/as se mobilizam para agilizar a aquisição das vacinas como forma de amenizar o caos que se instalou no país e no estado/RN.

A governadora tem procurado alternativas junto ao Consórcio Nordeste, acionou por diversas vezes o Ministro da Saúde, busca parcerias e apoios junto aos órgãos da justiça, prefeituras, parlamentares e demais, na perspectiva de assegurar o maior número possível de pessoas vacinadas. Enquanto deputado/RN, tenho me somado a esse louvável esforço da governadora com ações que denunciam e cobram responsabilidades do poder público federal de onde demanda os recursos e a decisão sobre aquisição dos imunizantes e definição de prioridades para aplicação dos mesmos.

O grito que o SINTE/RN faz ecoar: Direito à vida e Vida com Direitos nos remete a defesa veemente de que os profissionais da educação sejam incluídos nos grupos prioritários porque somente poderão ter segurança de retomar as atividades presenciais, vacinados e com a garantia de condições de trabalho sem maiores riscos para a comunidade educacional. Parabenizo, portanto, a iniciativa do Sindicato da Educação, pela sensibilidade em pautar um assunto tão caro para todos/as nós.

“Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco, a sociedade muda” ( Paulo Freire)

 

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