ENTREVISTA

“Direitos humanos” é poder ter casa, comida e educação, simplifica Marilda Almeida

No Dia Internacional dos Direitos Humanos, este 10 de dezembro, a professora e advogada Marilda Almeida simplifica o tema, ao explicar que direitos humanos são para todos: “Todo mundo tem direito a ter sua casa, simples que seja; no mínimo uma televisão, uma geladeira, um ferro de passar; poder armazenar a sua comida, poder ter seu arroz, seu feijão, poder fazer seu supermercado. Na minha opinião, direitos humanos são isso; poder levar seu filho pra uma escola e ter uma educação equilibrada”, disse, em entrevista ao Programa Balbúrdia desta sexta-feira (10).

Marilda Almeida percebe que o país se encontra em uma fase de retrocesso no que diz respeito à garantia de direitos, porque tudo que foi conquistado em pouco mais de uma década está sendo perdido em três de governo Bolsonaro.

Durante a conversa, ela comentou que o atual presidente da República “parece uma doença que as pessoas vão tratando com naturalidade” e o quanto a alienação do bolsonarismo é danoso para o país.

“Eles pegaram uma neurose com a esquerda, que daqui a pouco vão amputar a mão esquerda, pra não dizer que tem esquerda. Por ser de esquerda, ou supostamente de esquerda, (nós não somos um país de esquerda…) querem arrumar culpas onde não tem culpas e virtudes onde é impossível ter”, destacou a advogada, lembrando que foi nos governos do PT que as pessoas conseguiram alguma ascensão social.

No Rio Grande do Norte, vê que a opinião pública, é muitas vezes influenciada por esse cenário nacional: “O governo de Fátima pegou o estado tremendamente sucateado, endividado. O governo do estado anterior virou a vida do funcionário público de cabeça pra baixo e hoje a gente vê que, ela querendo organizar, colocou em dia os salários. E você vê pessoas criticando, as mesmas que estavam se lamentando antes criticam ela, em função desse governo federal que nós temos. Você não entende o que se passa na cabeça das pessoas. Parece que elas tiveram um lapso mental que não conseguem raciocinar”.

Única vantagem que Marilda destaca do governo Bolsonaro foi que as pessoas se reveleram, dando a oportunidade de saber quem é quem. “Quantas pessoas do seu meio, você não se surpreendeu com a postura política deles?”, questiona.

Veja o Programa Balbúrdia desta sexta:

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Isabela Santos é jornalista e repórter da agência Saiba Mais