OPINIÃO

Do encontro com grades, a esperança desenha pegadas

Eveline Sin escreve às quartas-feiras na agência Saiba Mais

batidas de pedras

cobrem o peito

ferido

com punhal de silêncio

e lama

 

barrigas crescem

e gelam

no encontro com grades

cimento queimado

cinzas

 

sentem o ferro frio

que limita horizontes

corta futuros

varre dias e noites

 

corpos mergulhados

em ventres

nada livres

nadam inocentes

do cheiro de sangue

metal bruto

 

na pele de tantos caminhos

esperança desenha pegadas

veja o sol nasce redondo

na pupila de uma criança

 

 

 

 

toda mulher tem direito ao parto seguro

toda criança tem direito de ser livre

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Eveline Sin é artista, poeta e grafiteira. Escreve às quartas-feiras.